Já 70% dos tesoureiros bancários utilizam ferramentas de Inteligência Artificia (IA) na sua rotina diária, mas o pensamento crítico e a criação de planos estratégicos continuam a ser uma tarefa exclusivamente humana.
Os dados globais foram avançados nesta quinta-feira, 14, em Luanda, pelo Chefe de Tesouraria e Mercado de Capitais do Access Bank Angola, durante o Angola Reimagine Banking Forum.
Frederico Lourenço realçou que a tecnologia tem sido aplicada na automatização de tarefas complexas, como a recolha de taxas de câmbio de mercado e a consolidação de bases de dados.
Apesar dos ganhos evidentes de eficiência, a tecnologia apresenta limites “claros” no que respeita ao juízo crítico e à tomada de decisões estratégicas.

“À medida que se sobe na hierarquia corporativa, o trabalho passa a depender menos do processamento de dados e mais do julgamento humano, da interpretação de mercado e até da intuição do tesoureiro”, esclareceu.
O papel do tesoureiro no sector bancário atravessa uma transformação profunda. Historicamente focado na gestão do balanço, Frederico Lourenço destacou que o tesoureiro bancário actua, actualmente, numa amplitude maior.
“Em muitas instituições bancárias, as direcções de tesouraria fundiram-se com as de mercados financeiros, incorporando a gestão cambial, a análise de risco, a conformidade regulamentar (compliance) e até a liderança de iniciativas de negócio e atracção de talento”, detalhou.
Esta mudança é confirmada por estudos recentes do sector, nos quais 83% dos tesoureiros antecipam uma alteração fundamental no seu papel até 2030, enquanto 84% dos directores financeiros (CFOs) destacam as iniciativas de criação de valor como o principal motor da tesouraria do futuro.















