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A importância de planear a transição geracional

José Gualberto Matos
20/10/2026
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Substituir um cargo não substitui o conhecimento e a experiência que o ocupante construiu ao longo do tempo.

A sustentabilidade das organizações depende de preparar o futuro. Muitas dedicam atenção à estratégia, financiamento ou tecnologia, mas negligenciam um fator crítico para a continuidade: a transição geracional.

Em muitas organizações, parte significativa do conhecimento está concentrada em pessoas com décadas de experiência. Esse capital — saber técnico, memória organizacional, redes de relacionamento e capacidade de decisão — raramente está documentado. Quando se retiram, o risco não é só perder um colaborador; é perder parte da inteligência acumulada da instituição.

Há frequentemente a ilusão de que substituir pessoas resolve automaticamente o problema. Mas substituir um cargo não substitui o conhecimento e a experiência que o ocupante construiu ao longo do tempo. Sem mecanismos de transmissão desse património, a organização arrisca repetir erros, perder eficiência ou fragilizar processos críticos.

Neste contexto, a transição geracional assume particular importância. Passa por identificar funções críticas, preparar sucessores, promover mentoria e assegurar transferência estruturada de conhecimento. É uma verdadeira política de gestão do conhecimento. Ao garantir mais de um recurso para funções críticas, mitiga-se o risco de ruptura e facilita-se a transição geracional.

Leia este artigo na íntegra na edição 265 da revista Economia & Mercado, referente ao mês de Outubro, disponível nas bancas.