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Adopção de critérios ESG é crucial para atrair financiamento a projectos sustentáveis em Angola, alerta PWC

Amilton Victor
21/10/2026
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Foto:
Andrade Lino

O financiamento exige dos promotores uma monitorização contínua dos impactos ambientais e sociais ao longo de toda a execução do projecto.

Apesar da existência de projectos sustentáveis, Angola precisa de integrar critérios ESG nas decisões e na gestão de riscos para atrair mais financiamento. A posição foi defendida nesta quarta-feira, 21, em Luanda, pela Directora da PwC, durante a VI Conferência E&M Ambiente e Desenvolvimento.

Alexandra Moutinho, que abordava o estudo “Sustentabilidade, Governance e Financiamento como motores de criação de valor na economia angolana”, desenvolvido pela sua instituição, referiu que o financiamento exige dos promotores uma monitorização contínua dos impactos ambientais e sociais ao longo de toda a execução do projecto.

“Desta forma, será possível demonstrar aos financiadores não apenas a sustentabilidade do projecto, mas também a capacidade de gerir riscos e operações com base em critérios sustentáveis”, observou.

A responsável destacou iniciativas sustentáveis já em curso, como a reabilitação de cerca de 1 300 km da linha ferroviária do terminal mineral do Corredor do Lobito, que contou com um investimento de 553 milhões de USD financiados pelo Development Finance Corporation (DFC). A operação incluiu 62,6 milhões de USD em garantias da Agência Multilateral de Garantia dos Investimentos (MIGA).

Outro exemplo citado pela gestora está relacionado com o sector da energia solar, que envolve a construção de duas centrais solares fotovoltaicas, com capacidade superior a 500 MW. O projecto conta com um investimento superior a 900 milhões de USD desembolsados pelo EXIM Bank.

No âmbito do binómio Energia-Água, destacou a recente linha de financiamento de 1,6 mil milhões de USD, aprovada pelo EXIM Bank, para a construção de 65 mini-redes solares com armazenamento ligadas a sistemas de captação e purificação de água em quatro províncias do sul de Angola.

Estas iniciativas, segundo Alexandra Moutinho, devem contribuir precisamente para metas sócio-ambientais, “cujo foco incide nos resultados mensuráveis alcançados”. Para tal, sugeriu uma abordagem integrada que meça dados, traduza essa informação em impactos financeiros, garanta estruturas sólidas de governance e atribua responsabilidades claras.