O Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank) disponibilizou pelo menos mil milhões USD para o financiamento do sector automóvel em África, anunciou a vice-presidente executiva da instituição para o Comércio Intra-africano e Desenvolvimento das Exportações, Kanayo Awani.
A iniciativa, conforme a executiva do Afreximbank em comunicado recente, é parte da estratégia institucional para promover a indústria transformadora, comércio e o desenvolvimento industrial no continente.
“O sector automóvel é um pilar fundamental para impulsionar a industrialização de África e alcançar a transformação estrutural defendida pelo Afreximbank”, disse Kanayo Awani à margem do Fórum Africano de Alamein, Egipto, país onde está fixada a sede da instituição financeira.
Ao promover a integração da cadeia de valor regional, prosseguiu, a indústria automóvel alinha-se com o pensamento de fomentar o comércio intra-africano no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana.
“Apoiar este sector permite ao Afreximbank catalisar investimentos de elevado impacto, estimular as capacidades de produção, criar emprego qualificado e reduzir a dependência de África, em relação às importações de veículos”, assegurou Kanayo Awani, como atesta o comunicado.
Para aquele banco, como se pôde depreender das declarações de Kanayo Awani, expostas no comunicado, investir no ecossistema automóvel não é apenas uma oportunidade de financiamento, mas um imperativo.
O fórum, que durou dois dias, foi organizado pelo Afreximbank em parceria com a Associação Africana de Fabricantes de Automóveis (AAAM), Secretariado da ZCLCA, Ministério do Comércio e Investimento do Egipto, assim como o Departamento de Comércio e Indústria da África do Sul.
O evento, segundo ainda o comunicado, visou sensibilizar os decisores políticos para as mudanças e reformas necessárias ao desenvolvimento do sector automóvel, permitir que os investidores interagissem com os fabricantes, assim como facilitar potenciais joint ventures.
Ainda teve como objectivo facilitar a assinatura de acordos de fornecimento ou compromissos que conduzam futuros negócios, no domínio do sector automotivo. Os investidores e fabricantes também tiveram a possibilidade de interagir, directamente, com os decisores políticos.















