O Clube Ferroviário de Angola (CFA) mantém uma trajectória firme no desenvolvimento humano e desportivo no País. Com um investimento médio anual a rondar os 326 milhões de Kwanzas, por época desportiva, a instituição tem aplicado estes recursos no financiamento contínuo das suas vertentes social, educativa e desportiva, cobrindo custos com formação, equipamento, pagamento de propinas e apoio à comunidade.
A informação foi avançada, nesta quarta-feira, 30, pelo Secretário-geral da referida agremiação, durante a Bolsa de Inovação promovida pelo Programa Conexões, na 2.ª edição do Angola Hub Transporte e Logística, que decorre em Luanda.
Kuaidy Muanda informou que o trabalho de formação desportiva, que passa pela formação, competição e alta competição, abrange, actualmente, mais de 600 crianças, permitindo a transição média de 40 atletas, por época, para o escalão sénior.
Segundo o responsável, entre os casos de maior destaque, contam-se atletas a actuar no Petro de Luanda (com quatro futebolistas e vários basquetebolistas) e uma atleta na WNBA, todos formados a partir dos 8 anos, pelo clube.
“O programa abrange jovens com idades compreendidas entre os 8 e os 20 anos. A formação desportiva de base destina-se aos escalões dos 8 aos 14 anos, sendo que o ingresso de jovens a partir dos 14 anos está reservado àqueles que já demonstrem habilidades e aptidões desportivas prévias”, esclareceu.

Muito além dos relvados e dos pavilhões, o CFA aposta também na preparação dos jovens para a sociedade. Nesta vertente, a agremiação aponta resultados concretos: sete atletas já concluíram o ensino superior através de bolsas de estudo. A meta, de acordo com Kuaidy Muanda, é ampliar o número de bolsas, actualmente fixado em seis por ano.
Além disso, a comunidade do município de Viana, por exemplo, tem beneficiado de formações em línguas (português, inglês e francês) e de introdução à informática, para além de aulas de música e dança.
“O objectivo principal do clube não é a venda de atletas, mas sim a formação integral do indivíduo, garantindo que, caso a carreira desportiva não vingue, exista uma qualificação académica, nas áreas de engenharia ou gestão, dança e música”, esclareceu.
Toda a acção desenvolvida na vertente social é integralmente suportada pelo clube, em parceria e cooperação com empresas privadas e patrocinadores institucionais.
















