As autoridades angolanas estão apostadas em formalizar o comércio, de modo a reduzir a informalidade de 85% para 69%, criando mais de 200.000 empregos, projectou o Presidente da República, João Lourenço, no seu último Discurso sobre o Estado da Nação, proferido nesta quinta-feira, 15, na Assembleia Nação.
A acção do Executivo para a indústria e o comércio, fez saber o governante, continuará a estar concentrada nas prioridades estratégicas de elevar a utilização da capacidade instalada para 65% até 2027, orientar o financiamento para projectos com impacto produtivo real, diversificar a base industrial para além dos alimentos e bebidas.
João Lourenço projectou ainda a conclusão dos laboratórios nacionais de qualidade e metrologia, para quem se trata de uma condição para “exportar com confiança” e incrementar as exportações não-petrolíferas com maior peso nos mercados africanos.
Ainda no sector do comércio, têm sido reforçadas, segundo o PR, as condições de logística, abastecimento e regulação dos mercados, incluindo a criação da Reserva Estratégica Alimentar enquanto instrumento de estabilização do abastecimento e mitigação de pressões sobre os preços de bens essenciais.
Disse que se encontra igualmente em curso a requalificação do Centro Logístico do Sequele, “que se afirmará como uma infra-estrutura estratégica para o abastecimento da região de Luanda e para a organização dos circuitos de distribuição”.
No domínio da formação, qualidade e valorização da produção nacional, destacou a construção do Centro Industrial de Tecnologia Avançada (CITAV), a certificação de mais de 49.000 micro, pequenas e médias empresas e o reforço do selo ‘Feito em Angola’, que já conta com mais de 4.300 produtos inscritos.
“Estas medidas contribuem para elevar os padrões de qualidade, fortalecer a confiança dos consumidores e ampliar a presença dos produtos angolanos nos mercados interno e externo”, aflorou o Presidente da República.















