A economia angolana ocupa o 136.º lugar do mais recente Índice Global de Inovação, do cunho da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Com 13.0 pontos, o País aparece entre os cinco piores Estados da classificação, apurou a revista Economia & Mercado através de consulta ao documento.
Pior que Angola num ‘ranking’ que integra 139 países estão a República Democrática do Congo, na 137.ª posição, com 12.6 pontos; o Níger (138.º, 12.1) e o Chade, último da classificação (9.5). Moçambique surge na 129.ª posição (16.1).
Com 22.4 pontos e no 103.º posto, Cabo Verde lidera a classificação entre os países de expressão portuguesa; enquanto Portugal, com uma pontuação de 44.5, comanda na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), ocupando o 30.º lugar, seguido do Brasil, na 53.ª posição, com 33.5 pontos.
De acordo com o Global Innovation Index (GII, em inglês) 2026, as Ilhas Maurícias lideram em Inovação na SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), com um total de 34.1 pontos, no 50.º lugar, sendo, de resto, o melhor país africano da classificação.
A África do Sul, que detém a maior economia do continente, é o 63.º classificado da pesquisa (30.9), enquanto a Nigéria, outro gigante económico africano, ocupa o 118.º lugar, com 19.1 pontos, segundo o relatório a que a E&M teve acesso.
“A inovação na África Subsaariana permanece desigual, mas está a tornar-se mais visível em 2026, com líderes mais definidos, desempenhos acima da média, pontos fortes especializados e melhor cobertura de dados”, lê-se no documento.
O estudo anual da Organização Mundial da Propriedade Intelectual coloca a Suíça como país com níveis de inovação mais acentuados, acumulando 66.7 pontos. A maior economia do mundo, Estados Unidos, ocupa o 3.º lugar (62.3); a Coreia do Sul o 4.º posto (61.4), a China a 10.ª posição (57.0) e a Rússia o 58.º lugar, com 31.8 pontos.
Em 2025, os investimentos em inovação voltaram a ser amplamente positivos após a retracção de 2023, mas o crescimento permanece, na sua maioria, abaixo da tendência, realça a pesquisa, que destaca que uma nova geração de startups de ciência de ponta está a transformar pesquisas de vanguarda em novas indústrias, assinala o estudo.
Inteligência Artificial abre novas fronteiras tecnológicas
Um capítulo temático especial do GII 2026 mapeou mais de 30.000 startups actuantes nos sectores de semicondutores, robótica, computação quântica, ciências da vida, espaço e materiais avançados, com crescimento particularmente expressivo na Ásia Central e Meridional, América Latina e África Subsaariana.
“A IA está a abrir novas fronteiras tecnológicas em todos os campos da ciência, enquanto os investimentos governamentais e corporativos em pesquisa atingiram níveis recordes em 2025. Nosso relatório mostra que uma nova geração de startups de ciência de ponta está a transformar descobertas inovadoras em produtos e a converter áreas como ciências da vida, espaço, robótica e energia limpa”, ressalta Daren Tang.
O director-geral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual augura que, com os seus “valiosos insights e dados”, o estudo ajude os países a criar um ecossistema nacional de inovação vibrante, que apoie a transformação de ideias em produtos e impacto, impulsionando a produtividade, criando oportunidades e ajudando a solucionar alguns dos maiores desafios do mundo.
















