A retenção de valor na economia nacional, o impacto da inovação tecnológica no sector energético e as barreiras estruturais à implementação do conteúdo local dominaram os trabalhos do painel "Angola First", inserido no Encontro "Fora da Caixa", promovido pelo Banco Caixa Geral Angola.
A presidente da Comissão Executiva (PCE) do Banco Caixa Geral Angola, Manuela Ferreira, sublinhou que a visão do "Angola First" representa uma estratégia clara de apoio e financiamento a projectos capazes de gerar e fixar valor real no país.
Manuela Ferreira enfatizou que a aposta contínua na educação, na profissionalização e na qualidade dos serviços é o único caminho para acompanhar o ritmo do crescimento populacional e garantir a atractividade económica de Angola.
"O 'Angola First' é focarmo-nos em criar aquilo que verdadeiramente tem impacto para o nosso país. Não é um tema de empresário angolano ou de não olharmos para o exterior. É o facto de efectivamente nos determinarmos a financiar, apoiar e estimular projectos que deixem mais valor dentro do país" , PCE do Banco Caixa Geral Angola
Ao abordar a transição do conhecimento técnico para plataformas empresariais de impacto local presidente do Conselho de Administração da Copia Group of Companies, Adilson Nelumba, , destacou o papel central da tecnologia na economia nacional.
Ao abordar a conversão do conhecimento técnico em plataformas empresariais de impacto local o presidente do Conselho de Administração da Copia Group of Companies, destacou o papel central da tecnologia como motor da economia angolana.
Adilson Nelumba partilhou o percurso da sua empresa familiar, a Copia Group, fundada em 2013 após a sua passagem pela Sonangol. O gestor explicou que a empresa apostou na formação contínua de quadros nacionais formados em diversas geografias (Estados Unidos, Portugal e China) para liderar o salto tecnológico.
Fruto desse investimento, o grupo criou dois programas proprietários com recurso a Inteligência Artificial (IA) aplicados à indústria petrolífera, vocacionados para o processamento e interpretação de dados sísmicos. A nível operacional interno, o grupo utiliza já soluções de IA para automação de tarefas como atendimento telefónico e gestão de correio electrónico.
Numa análise crítica ao ecossistema empresarial, Patrício Quingongo, Fundador e PCE da PetroAngola, questionou se o país se encontra mentalmente e estruturalmente preparado para efectivar o conteúdo local e colocar as empresas angolanas no centro da actividade económica.
Patricio Quingongo defendeu que a valorização do capital humano deve começar nas decisões quotidianas, alertando para a persistência de uma cultura focada na importação de capacidade externa.















