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Angola precisa de crédito mais robusto para crescer até 8% ao ano

Fernando Baxi
3/11/2026
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Foto:
DR

Rui Miguêns de Oliveira defende a diversificação dos instrumentos de financiamento à economia real para impulsionar a produção nacional e garantir mais empregos para a juventude.

O Ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, defendeu a necessidade de o País alargar os instrumentos de financiamento à economia real para sustentar um crescimento económico entre 6% e 8% por ano.

Rui Miguêns de Oliveira que falava na abertura oficial da quarta edição do FIN Summit – Finanças, Investimentos e Negócios, realizado em Luanda, lembrou o choque entre 2014 e 2026, o que elevou o crédito malparado, aumentando assim a aversão ao risco e limitado o financiamento à actividade  produtiva. 

Apesar das reformas macro-económicas, da unificação cambial e das medidas adoptadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), continuou,  o crédito ao sector privado continua a representar entre 7% e 10% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo da média da África Subsaariana, situada entre 20% e 25%.

"O diferencial resume com clareza o tamanho do défice que temos de cobrir", afirmou o ‘governante’ quando interveio no evento realizado a 27 de Outubro.

O ministro destacou igualmente o papel da indústria e do comércio na valorização da produção nacional, afirmando que os produtos agrícolas, o pescado e os recursos minerais precisam de transformação industrial, embalagem, logística e distribuição para alcançarem maior valor económico.

Assim sendo,  Rui Miguêns de Oliveira, defendeu a diversificação dos mecanismos de financiamento, considerando que a banca comercial não deve assumir, sozinha, a responsabilidade de financiar todo o tecido económico.

A banca comercial tradicional, na perspectiva do ministro da Indústria e Comércio não pode, nem deve, carregar sozinha o ônus de financiar todo o tecido económico, como alternativa apontou o fortalecimento da BODIVA, através da emissão de papel comercial e obrigações por médias e grandes empresas.  

No conjunto de alternativas ao crédito bancário tradicional, Rui Miguêns de Oliveira indicou ainda o leasing para aquisição de equipamentos e o factoring para facilitar a liquidez das pequenas e médias empresas.

O ministro Rui Miguêns de Oliveira apresentou quatro eixos de actuação para melhorar o financiamento à economia: o reforço do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), o pagamento atempado aos fornecedores do Estado, uma política fiscal favorável ao reinvestimento dos lucros e a garantia de segurança jurídica.