O Corredor do Namibe, cujo concurso destinado à sua concessão, exploração, gestão e manutenção avançou em Agosto último para a fase de análise e avaliação de propostas, contempla futuras ligações ferroviárias aos países vizinhos, nomeadamente à Namíbia, informou o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu.
Ao intervir na cerimónia de abertura II edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit, disse que, à semelhança do Corredor do Lobito e do Corredor Norte, o Corredor do Namibe “é, assumidamente, uma componente importante” da estratégia nacional de estruturação e modernização logística.
Com aproximadamente 855 quilómetros de extensão ferroviária e ligação ao Porto do Namibe, este corredor oferece oportunidades para o transporte de produtos agrícolas, minérios, rochas ornamentais e outras mercadorias, referiu nesta segunda-feira, 28, em Luanda.
No evento que se realiza de 28 a 30 deste mês, Ricardo Viegas D’Abreu observou que o desenvolvimento do Corredor do Namibe deve ser entendido numa perspectiva económica mais abrangente.
A articulação entre as infra-estruturas ferroviárias e portuárias, as plataformas logísticas e as atividades produtivas poderá criar, segundo o ministro dos Transportes, oportunidades para a agricultura, agroindústria, distribuição de mercadorias e prestação de serviços, promovendo o emprego e valorizando o potencial económico do Sul de Angola.
“A conectividade nacional exige também respostas concretas às necessidades de mobilidade das populações. O transporte de passageiros e mercadorias entre diferentes regiões do país constitui uma dimensão essencial da nossa política sectorial”, afirmou o governante angolano.
















