Angola pretende reforçar a utilização interna do gás natural para impulsionar a industrialização e diversificar a economia, com a aposta numa fábrica de fertilizantes e no aproveitamento do recurso pela indústria siderúrgica. A estratégia foi apresentada nesta terça-feira, 27, pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, na 8.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), em Moscovo, na Rússia.
No discurso, Diamantino Azevedo considerou que a cimeira realiza-se num momento “decisivo”, marcado por “profundas transformações geopolíticas e económicas”, e defendeu a valorização interna do gás natural como forma de gerar emprego e produtos de maior valor acrescentado.
De acordo com o governante, Angola, tradicionalmente reconhecida como produtor de petróleo, está a diversificar o seu perfil energético, com a aposta na valorização dos seus recursos de gás natural.
“A entrada em funcionamento comercial, em 2013, da nossa planta de Gás Natural Liquefeito (LNG) marcou a afirmação de Angola no mercado internacional do gás. Este importante projecto contribuiu para reduzir a queima de gás nas operações petrolíferas, promover a produção nacional de gás de cozinha e reforçar a segurança energética através da geração de electricidade, destacou o ministro.
Diamantino Azevedo afirmou que Angola pretende aprofundar esta estratégia, priorizando a utilização doméstica do recurso como motor de industrialização e diversificação económica. “Destacamos o desenvolvimento de uma fábrica de fertilizantes para a produção de amónia e ureia que, conjugada com os nossos recursos minerais, reforçará a capacidade agrícola e a segurança alimentar de Angola e da região” afirmou.
Segundo o ministro, Angola pretende igualmente promover o uso do gás natural na indústria siderúrgica, criando valor acrescentado a partir das nossas reservas de minério de ferro. “Estamos convictos de que a valorização sustentável do gás natural, aliada a cooperação internacional e a mobilização de investimentos, constitui uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento económico, a segurança energética e a melhoria das condições de vida das nossas populações”, sublinhou.
Angola, que participa no fórum na qualidade de país observador, defende que o GECF promova com maior ênfase projectos que permitam reforçar a cooperação técnica entre os seus membros, a partilha de tecnologias e experiências, a mobilização de investimentos e a transferência de conhecimento, com vista ao desenvolvimento de infra-estruturas em toda a cadeia de valor do gás natural.
“Desta forma, impulsionaremos a industrialização, criaremos emprego e geraremos valor acrescentado, contribuindo para a segurança energética global e para a redução da pobreza energética, em alinhamento com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, defendeu.













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