Portugal concedeu 48.186 títulos de residência a cidadãos angolanos entre 2024 e 2025, dos quais 33.826 foram atribuídos em 2024 e 14.360 em 2025, segundo cálculos da E&M com base nos dados dos Relatórios de Migrações e Asilo (RMA) da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), principal publicação anual de referência sobre as migrações e o asilo em Portugal.
Apesar do volume acumulado nos dois anos, a concessão de títulos de residência a cidadãos angolanos caiu 57,6% em 2025, face ao ano anterior. A redução fez Angola descer da segunda para a sexta posição entre as nacionalidades que mais títulos de residência receberam em 2025.
Em 2024, os cidadãos angolanos receberam 33.826 títulos de residência, ficando atrás apenas dos brasileiros, com 38.713. Já em 2025, de acordo com o último RMA, divulgado nesta terça-feira, 22, foram concedidos 14.360 títulos, número que representou 4,3% das 337.880 concessões registadas pela AIMA no ano.
Enquanto as concessões recuaram em 2025, a população angolana residente em Portugal manteve uma trajectória ascendente. Em 2025, o número de cidadãos angolanos residentes aumentou 7,3%, ao passar de 92.348, em 2024, para 99.050 no final do ano. Destes, 48.198 são homens e 50.852 mulheres.
A evolução é ainda mais expressiva quando analisada desde 2016. Em nove anos, a população angolana residente aumentou 487,7%, de 16.854 para 99.050 pessoas, o que corresponde a mais 82.196 cidadãos em termos absolutos. Com este crescimento, Angola passou da sexta para a segunda posição entre as maiores comunidades estrangeiras residentes em Portugal e a primeira entre as nacionalidades africanas.
No conjunto da população estrangeira residente, os cidadãos angolanos representavam 6,25% dos 1.585.854 estrangeiros em Portugal até ao final de Dezembro de 2025. O Brasil, por sua vez, manteve-se como a maior comunidade estrangeira no país pelo sexto ano consecutivo, com 493.622 pessoas, o equivalente a 31,1% do total.
Concessão de títulos de residência cresceram 55% em 2025
No global, de acordo com o RMA, a AIMA concedeu 337.880 títulos de residência em 2025, mais 55% do que em 2024, em que foram contabilizadas 218.332 autorizações. O Brasil manteve a liderança, com 115.709 títulos, seguido da Índia, com 25.597, do Nepal, com 17.889, do Bangladesh, com 17.499, e do Paquistão, com 15.656. Depois de Angola, no sexto lugar, surgem Cabo Verde, com 11.578 autorizações, e a Guiné-Bissau, com 8.324. Além destes países, a lista das nacionalidades com mais títulos concedidos em 2025 inclui ainda a Argélia, com 8.132, e a Colômbia, com 7.316.
A AIMA destaca que o número reflecte, em grande medida, a recuperação de processos que estavam pendentes há vários anos e não apenas movimentos migratórios ocorridos durante o ano.















