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ARSEG quer simplificar criação de fundos de pensões com nova lei

Teresa Fukiady
2/10/2026
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Foto:
Carlos Aguiar

Proposta prevê reforço dos mecanismos de protecção dos participantes, contribuintes, pensionistas e beneficiários, através de regras mais precisas sobre constituição, gestão, supervisão e sanções.

A Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) está a preparar a primeira Lei dos Fundos de Pensões em Angola, que deverá substituir o actual quadro regulamentar, em vigor há mais de duas décadas, anunciou o administrador executivo do regulador, Aldemiro Gonçalves.

A nova legislação deverá reunir num único diploma as regras aplicáveis aos fundos de pensões e às respectivas entidades gestoras, actualmente dispersas por dois diplomas distintos.

“Nunca existiu até hoje uma verdadeira lei de fundos de pensões em Angola, pelo que a proposta de lei dos fundos de pensões não é uma simples actualização normativa”, afirmou. Segundo Aldemiro Gonçalves, o sector passará a dispor de um regime jurídico com “dignidade de lei”.

Entre as alterações previstas está a simplificação do processo de constituição dos fundos de pensões. De acordo com o administrador executivo da ARSEG, a proposta elimina a intervenção do Ministério das Finanças no processo, passando a ARSEG a assumir a sua tramitação do início ao fim.

“O essencial é simplificar o processo hoje burocrático de constituição dos fundos de pensões”, explicou ao discursar na abertura do 3.ª Conferência Economia & Mercado sobre Fundos de Pensões.

De acordo com o responsável, a proposta prevê igualmente o reforço dos mecanismos de protecção dos participantes, contribuintes, pensionistas e beneficiários, através de regras mais precisas sobre constituição, gestão, supervisão e regime sancionatório.

O novo enquadramento, acrescenta, deverá ainda aproximar Angola das melhores práticas internacionais, tendo em conta recomendações da Organização Internacional dos Supervisores de Fundos de Pensões (IOPS) e do Comité de Seguros, Valores Mobiliários e Instituições Financeiras Não Bancárias da África Austral (CISNA).

Aldemiro Gonçalves explica que a reforma legal pretende criar condições para um mercado “mais robusto, mais claro e mais alinhado com os padrões internacionais, capaz de desenvolver novos produtos e canais de distribuição e de chegar a muito mais angolanos”.

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