Luanda recebe, de 29 de Outubro a 20 de Dezembro, a ART CUT’26 – Trienal de Arte das Universidades Católicas, iniciativa promovida pelo Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, em colaboração com a Universidade Católica de Angola (UCAN). Sob o lema “Exercícios em Empatia: Ubuntu”, o evento reúne artistas, curadores, universidades e público em torno da humanidade partilhada e do reconhecimento do outro.
A programação decorre em três espaços: UCAN, no Pólo Académico do Palanca, onde acontece a abertura; Hotel Globo, com uma segunda exposição; e FAS Project Space, que apresenta uma obra vídeo do artista Julianknxx.
A agenda propõe cruzar criação artística, ética e convivência, estimulando o diálogo, a diversidade e a cooperação. A Trienal pretende também ampliar a visibilidade da arte contemporânea angolana, reforçar a presença do país nos circuitos internacionais e aproximar a universidade da sociedade.
Com curadoria geral de Nuno Crespo, a iniciativa conta, na vertente local, com Kiluanji Kia Henda, Mehak Vieira, Osvaldo Sebastião da Silva e Suzana Sousa.
Para o Cardeal José Tolentino de Mendonça, a Trienal pode funcionar como “escola da empatia”, aproximando saberes e incentivando o “reconhecimento mútuo”.
A reitora da UCAN, Irmã Maria da Assunção, considera que a iniciativa convoca a academia e a sociedade para reflectirem sobre “o papel emancipador da arte em tempos de crescente desumanização”.
Nuno Crespo alerta, por sua vez, para os riscos do domínio dos mecanismos digitais e da incapacidade de diálogo. A arte, defende, pode activar “dispositivos empáticos” e contrariar essa tendência.















