A falta de presença local de grandes fornecedores internacionais de cloud, como a AWS, Google, Oracle e Microsoft (que se encontra em processo de saída do mercado nacional), está a compelir várias instituições bancárias em Angola a transferir os seus dados para data centers situados no exterior.
O alerta foi lançado nesta quarta-feira, 14, em Luanda, por Rolf Mendelsohn, PCA da ITA-Paratus, à margem do Angola Reimagine Banking Forum.
O responsável explicou que a ausência local destes players obriga muitas instituições a transportar dados para centros no estrangeiro, como na África do Sul e na Europa, nomeadamente na Irlanda.
Segundo Rolf Mendelsohn, este cenário não afecta directamente as empresas prestadoras deste serviço, mas “limita” a banca angolana na utilização de infra-estruturas locais de cloud.
“A fixação destes players internacionais em território angolano traria maior eficiência operacional e asseguraria que o alojamento e processamento das plataformas das instituições financeiras fossem mantidos localmente”, observou.

O gestor destacou que infra-estrutura nacional de conectividade e data centers está a responder com solidez às exigências do sector. “A nível de conectividade estamos bem cobertos, tanto por fibra óptica, como por serviços em wireless ou redes sem fio”, detalhou.
Neste domínio, acrescentou, a ITA-Paratus conta, actualmente, com dois data centers em Luanda, e está a construir o seu terceiro no país (o quinto do grupo na África Austral, juntando-se aos de Lusaka e Windhoek), situado na Zona Económica Especial (ZEE).
Prevê-se que a plataforma entre em funcionamento no segundo semestre do próximo ano.















