O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) dispõe de uma carteira de projectos para o sector privado superior a mil milhões USD com potencial de aprovação nos próximos dois anos, anunciou o representante daquela instituição financeira multilateral em Angola, Pietro Toigo.
Para Pietro Toigo, que representou o BAD na apresentação do relatório da “Revisão da Eficácia do Desenvolvimento - Angola" (2016/2025), em Luanda, será fundamental acelerar o investimento no sector privado, a julgar pela dimensão da carteira, assim como o nível de rendimento do País.
Na mensagem passada no início do evento, no dia 16 de Setembro de 2026, Pietro Toigo reconheceu que o investimento directo do BDA no sector privado angolano (ao longo dos últimos 10 anos) permaneceu relativamente limitado por razões estruturais e regulamentares.
“Esta realidade está a mudar de forma significativa, reflectindo os progressos alcançados pela estratégia de diversificação económica e de promoção do sector privado levada a cabo pelo Governo de Angola”, afirmou Toigo.
Aquele banco multilateral de desenvolvimento africano, segundo ainda o representante do BAD, está orgulhoso por ter aprovado, em Junho de 2026, o primeiro investimento no sector privado não financeiro no País.
“Trata-se de um marco histórico na relação entre o Banco e o País. Mas queremos ir mais longe. Actualmente, dispomos de uma carteira de projectos em preparação no sector privado superior a mil milhões USD, com potencial de aprovação nos próximos dois anos”, considerou Pietro Toigo.
No decurso da intervenção no evento, que marcou a parceria entre o Governo e aquela instituição nos últimos 10 anos, transmitiu a visão do presidente (Sidi Ould Tah), segundo o qual o BAD pretende afirmar-se como facilitador da construção de uma nova arquitectura para África.
A visão de Sidi Ould Tah, de acordo com o representante do BAD, tem como finalidade contribuir para melhorar a alocação de capitais em projectos de (elevado) impacto económico e social no continente africano.
“Nenhuma instituição financeira, por si só, pode aspirar a produzir resultados transformadores num mundo (cada vez mais) complexo e incerto. Por isso, a vocação do BAD é posicionar-se como facilitador, catalisador de parcerias e mobilizador de capitais”, declarou o quadro sénior da instituição bancária.
Face ao propósito acima, avançou, o banco pretende melhorar a agilidade na implementação dos projectos, reduzindo o tempo entre a aprovação e o primeiro reembolso, a fim de acelerar os processos de contratação.
A intenção, continuou Pietro Toigo, é fortalecer a capacidade da instituição de medir e comunicar resultados, pois o desenvolvimento atrasado pode se traduzir num desenvolvimento negado.















