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BAD dispõe de mil milhões USD para projectos privados

Fernando Baxi
21/9/2026
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Foto:
Andrade Lino

Pietro Toigo reconheceu que o investimento directo do BAD no sector privado angolano permaneceu relativamente limitado por razões estruturais e regulamentares.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) dispõe de uma carteira de projectos para o sector privado superior a mil milhões USD com potencial de aprovação nos próximos dois anos, anunciou o representante daquela instituição financeira multilateral em Angola, Pietro Toigo.

Para Pietro Toigo, que representou o BAD na apresentação do relatório da “Revisão da Eficácia do Desenvolvimento - Angola" (2016/2025), em Luanda, será fundamental acelerar o investimento no sector privado, a julgar pela dimensão da carteira, assim como o nível de rendimento do País.  

Na mensagem passada no início do evento, no dia 16 de Setembro de 2026, Pietro Toigo reconheceu que o investimento directo do BDA no sector privado angolano (ao longo dos últimos 10 anos) permaneceu relativamente limitado por  razões estruturais e regulamentares.

“Esta realidade está a mudar de forma significativa, reflectindo os progressos alcançados pela estratégia de diversificação económica e de promoção do sector privado levada a cabo pelo Governo de Angola”, afirmou Toigo.

Aquele banco multilateral de desenvolvimento africano, segundo ainda o representante do BAD, está orgulhoso por ter aprovado, em Junho de 2026, o primeiro investimento no sector privado não financeiro no País.      

“Trata-se de um marco histórico na relação entre o Banco e o País. Mas queremos ir mais longe. Actualmente, dispomos de uma carteira de projectos em preparação no sector privado superior a mil milhões USD, com potencial de aprovação nos próximos dois anos”, considerou Pietro Toigo.

No decurso da intervenção no evento, que marcou a parceria entre o Governo e aquela instituição nos últimos 10 anos, transmitiu a visão do presidente (Sidi Ould Tah), segundo o qual o BAD pretende afirmar-se como facilitador da construção de uma nova arquitectura para África.

A visão de Sidi Ould Tah, de acordo com o representante do BAD, tem como finalidade contribuir para melhorar a alocação de capitais em projectos de (elevado) impacto económico e social no continente africano.                   

“Nenhuma instituição financeira, por si só, pode aspirar a produzir resultados transformadores num mundo (cada vez mais) complexo e incerto. Por isso, a vocação do BAD é posicionar-se como facilitador, catalisador de parcerias e mobilizador de capitais”, declarou o quadro sénior da instituição bancária.

Face ao propósito acima, avançou, o banco pretende melhorar a agilidade na implementação dos projectos, reduzindo o tempo entre a aprovação e o primeiro reembolso, a fim de acelerar os processos de contratação.

A intenção, continuou Pietro Toigo, é fortalecer a capacidade da instituição de medir e comunicar resultados, pois o desenvolvimento atrasado pode se traduzir num desenvolvimento negado.