O gigante bancário britânico HSBC encerrou as operações na África do Sul com a revogação oficial da licença da sucursal de Joanesburgo, desinvestimento que conclui a reestruturação da presença na maior economia do continente após 30 anos de actividade.
Segundo uma nota do Banco Central da África do Sul (South African Reserve Bank), publicada no Diário do Governo a 23 de Outubro de 2026, a autorização de funcionamento da dependência do HSBC Bank plc caducou com efeito retroactivo a 18 de Setembro.
A deliberação constitui a última etapa regulamentar do plano de saída anunciado em Setembro de 2024, data em que o grupo britânico decidiu reorientar a estratégia internacional e concentrar recursos em mercados de maior escala.
De acordo com o portal especializado BusinessTech, o cancelamento da licença sucede à desactivação gradual da estrutura local, processo que incluiu o encerramento do escritório de representação de private banking e a revogação do estatuto de intermediário autorizado no mercado de câmbios.
A liquidação da operação sul-africana decorreu de forma faseada através do trespasse das carteiras de negócio a instituições locais. O FirstRand, grupo proprietário do Rand Merchant Bank (RMB), assumiu os clientes corporativos e de banca de investimento, bem como os respectivos activos e passivos.
Em simultâneo, o banco Absa celebrou um acordo com a instituição britânica para assegurar aos clientes globais do HSBC a continuidade no acesso ao mercado de capitais sul-africano, designadamente nas áreas de intermediação de acções e financiamento de títulos mobiliários.
A divisão de gestão de fortunas e banca privada concluiu igualmente o processo de desmantelamento, com a cessação formal da representação a ocorrer no decorrer de 2025.









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