O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) decidiu, nesta terça-feira, cortar em 1 p.p. as taxas dos instrumentos financeiros e operacionais de liquidez, numa decisão justificada pela trajectória descendente da inflação e pelas perspectivas favoráveis sobre a evolução dos preços a curto e médio prazo.
Sob a liderança do governador Manuel Tiago Dias, a autoridade monetária reduziu a taxa directora (Taxa BNA) de 15,75% para 14,75%, no que representa o quarto corte da taxa de referência este ano, após os alívios de Janeiro, Maio e Julho.
O Banco Central decidiu também reduzir a Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez, que funciona como o tecto para o financiamento de última hora (overnight), de 16,75% para 15,75%, de modo a diminuir os custos operacionais do sistema bancário.
Por outro lado, a Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez, a taxa paga sobre os depósitos dos bancos no regulador, baixou de 14,75% para 13,75%. A menor remuneração paga sobre o excesso de liquidez parado no banco central retira atractividade ao encaixe passivo no regulador e incentiva as instituições financeiras a procurar rendimento na economia real.
No mesmo sentido, o Coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional baixou de 17,5% para 16,5%. A libertação deste ponto percentual cativo no BNA transfere liquidez imediata para a banca comercial, de forma a alavancar a concessão de crédito à economia real, caso as instituições financeiras decidam assumir maior risco operacional















