A Bodiva ainda não definiu um prazo para a entrada das pequenas e médias empresas (PME) no mercado de capitais angolano. Nos próximos três meses, a bolsa pretende constituir um pipeline de empresas para acompanhamento, com o objectivo de chegar a 2027 com dados mais concretos sobre quando poderão avançar para o mercado.
A informação foi avançada pelo administrador executivo da BODIVA, Dilson Gaspar, nesta terça-feira, em Luanda, durante o 5.º Fórum Mercado de Capitais, num painel dedicado aos desafios e desenvolvimento do mercado de capitais em Angola.
De acordo com Dilson Gaspar, os principais obstáculos à entrada das PME no mercado de capitais não são de natureza regulatória ou tecnológica, mas estão relacionados com características estruturais das próprias empresas.
Entre os problemas identificados, o responsável destaca a falta de histórico financeiro, fragilidades ao nível da governação corporativa e insuficiência de informação financeira disponível para os investidores.
“Do lado do investidor temos o tema do risco por falta de informação e não conseguir monitorizar a empresa. Então é necessário que haja aqui um uma equipa multidisciplinar”, justifica.
Para ultrapassar estas limitações, o administrador executivo defende a criação de um ecossistema de apoio às PME que envolva a Bodiva, instituições de apoio empresarial e outras entidades, entre eles o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e o Fundo de Garantia de Crédito.
O responsável adianta ainda que a BODIVA não tem um horizonte temporal para a concretização do segmento, nem indicar quantas empresas poderão entrar no mercado num determinado período.















