IFC Markets Live Quotes
Powered by
3
1
PATROCINADO

China quer alargar investimento em Angola às energias renováveis e à inteligência artificial

Teresa Fukiady
30/10/2026
1
2
Foto:
DR

As trocas comerciais entre os dois países, atingiram 20,8 mil milhões de dólares no ano passado e, até agora, em 2026, já somam 16 mil milhões de dólares.

A China pretende alargar a cooperação económica com Angola às energias renováveis, à economia digital e à inteligência artificial (IA), numa estratégia de diversificação das relações bilaterais para além dos sectores tradicionais. A intenção foi manifestada pelo embaixador chinês em Angola, Zhang Bin, à margem da conferência internacional sobre “A actual conjuntura política, económica e social do mundo: desafios, impactos e perspectivas para o desenvolvimento global”, realizada nesta sexta-feira, em Luanda.

Segundo o diplomata, o investimento chinês em Angola no sector não petrolífero já ultrapassou cinco mil milhões de dólares. Zhang Bin considera que a cooperação económica e comercial entre os dois países “avança de forma estável”. As trocas atingiram 20,8 mil milhões de dólares no ano passado e, até agora, em 2026, já somam 16 mil milhões de dólares, avançou.

O embaixador revelou que Angola e China já iniciaram conversações sobre cooperação em inteligência artificial. Como exemplo, referiu o caso de um professor angolano que utiliza um modelo chinês de código aberto para avaliar dados estatísticos no âmbito do seu trabalho.

O responsável adiantou ainda que os dois governos estão a trabalhar para ampliar as exportações agrícolas angolanas no mercado chinês, no âmbito da política de tarifa zero aplicada pela China aos países africanos com os quais mantém relações diplomáticas. Entre os produtos angolanos que poderão ganhar espaço no mercado chinês constam peixe, castanha, café e frutas, com destaque para o mamão, onde a China vê “muito potencial”. “Estamos também a discutir a exportação de soja”, frisou.

O diplomata considerou igualmente que a introdução da moeda chinesa no sistema financeiro angolano tornará a liquidação entre as duas moedas “mais conveniente”. Na sua leitura, deverá estimular a cooperação comercial e, sobretudo, o investimento.

A conferência reuniu especialistas de Angola, da China e de Portugal, proporcionando um espaço de reflexão e diálogo sobre os desafios internacionais e as suas implicações para o desenvolvimento económico e social. Foi organizada pela Universidade Católica de Angola (UCAN), através do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC), em parceria com a Embaixada da República Popular da China em Angola e a Universidade Renmin da China.

‍