O novo centro de operações de segurança cibernética da empresa Rampart, com entrada em funcionamento, nesta quinta-feira, 15, em Luanda, vai reforçar a capacidade de resposta na detecção e mitigação de incidentes digitais.
A medida surge numa altura em que Angola enfrenta um cenário crítico de cibersegurança, sendo o segundo país mais fustigado por ciberataques em África e um dos mais vulneráveis a nível global.
Em declarações a imprensa, José Pedro, CEO da Rampart, explicou que a infra-estrutura vai trazer mais robustez ao ecossistema tecnológico angolano.
“O nosso objetivo é garantir que as empresas, que operam em solo angolano, tenham um sistema de monitoramento adequado aos padrões internacionais, e que disponham de uma capacidade avançada de resposta à incidentes cibernéticos”, detalhou.

Entre as principais acções da plataforma, destacam-se a monitorização contínua (24/7), a emissão regular de relatórios de risco e exposição a ataques, bem como o teste periódico de backups e sistemas de armazenamento.
No âmbito da empregabilidade, a nova unidade prevê gerar, na sua capacidade máxima, cerca de 250 postos de trabalho, dos quais 137 directos e 100 indirectos.
A ausência de quadros formados em matéria de cibersegurança ainda é uma preocupação. Por esta razão, a empresa projecta, para breve, a implementação de um programa de capacitação direccionado aos jovens.
“E aqui vamos usar a nossa expertise, adquirida ao longo de anos, para encaminhar os mais novos (…), para que amanhã consigamos ter pessoas extremamente qualificadas e mão-de-obra 100% nacional”, afirmou.
De acordo com José Pedro, também estão projectadas novas infra-estruturas do género, potencialmente mais robustas.















