João Filipe, fundador e CEO da CABSHIP, vai receber o Lifetime Achievement Award, prémio que reconhece a trajectória profissional, durante o Jantar de Gala e Cerimónia de Premiação da African Energy Week (AEW) 2026, em Outubro, na Cidade do Cabo, África do Sul.
A distinção, segundo uma nota enviada à redacção da revista Economia & Mercado, reconhece o percurso do empresário angolano na construção de uma empresa nacional capaz de competir com grandes operadores internacionais e reforçar a participação nacional na cadeia de valor do petróleo e gás.
Fundada em 2009, a CABSHIP começou com serviços marítimos no Porto de Cabinda. Em pouco mais de uma década, transformou-se numa empresa de logística integrada, gestão de materiais e cadeia de suprimentos, armazenagem, procurement e suporte offshore.
A expansão acompanhou o crescimento da empresa. Das operações em Cabinda, a CABSHIP chegou ao Soyo e a Luanda. Pelo caminho, tornou-se parceira de companhias como Chevron, Azule Energy e Etu Energias.
Mil milhão de dólares em stocks
A dimensão da operação ajuda a medir a escala alcançada. Em 2025, João Filipe revelou que a empresa geria stocks de clientes avaliados em cerca de 1.000 milhões USD, especifica o comunicado.
A capacidade instalada também cresceu. A CABSHIP adquiriu um pátio de fabricação de 50.000 metros quadrados junto de Malongo, em Cabinda, e avançou para actividades ligadas ao mergulho e ao suporte marítimo offshore.
Mais do que crescer em dimensão, João Filipe aposta em tornar a empresa mais ágil e tecnológica. A CABSHIP incorporou ferramentas de Inteligência Artificial nas operações de logística e cadeia de suprimentos.
A tecnologia, realça o documento que a E&M teve acesso, permite melhorar o rastreamento de cargas, optimizar o planeamento e reforçar a execução dos projectos.
A estratégia de Filipe estende-se à formação de quadros nacionais. A CABSHIP mantém uma parceria com o Instituto Nacional de Petróleos para capacitar jovens profissionais angolanos.
Actualmente, 15 participantes de Cabinda, Zaire, Bengo e Luanda frequentam formação especializada em electricidade industrial aplicada a sistemas de energia renovável e soldagem segundo padrões internacionais.
A aposta reflecte uma visão que o empresário tem defendido para o sector: empresas angolanas mais profissionalizadas, capazes de cumprir padrões internacionais e, no futuro, exportar competências para outros mercados africanos.
“João Filipe demonstrou o que a política de conteúdo local deve, em última análise, alcançar: empresas africanas sólidas, capazes de negociar em pé de igualdade com as maiores operadoras internacionais”, afirmou NJ Ayuk, presidente executivo da Câmara Africana de Energia.
Para Ayuk, Filipe “não apenas construiu a CABSHIP”, mas também “defendeu os empreendedores angolanos, criou oportunidades para os jovens e impulsionou um sector privado capaz de competir em padrões internacionais”.
O Lifetime Achievement Award coloca, assim, no centro da AEW 2026 uma trajectória marcada por resiliência, expansão, inovação tecnológica e formação de capital humano, com a CABSHIP como expressão de uma empresa angolana que procurou ganhar escala dentro de uma das cadeias mais exigentes da economia nacional.
















