O Ministério das Pescas e Recursos Marinhos (MINPERMAR) vai priorizar a modernização da cadeia de frio, a melhoria da logística e a redução das perdas pós-captura como eixos centrais para aumentar a rendibilidade do sector em Angola. A estratégia foi detalhada pela Directora Nacional das Pescas, Fátima Delicado, na abertura da segunda edição da Conferência Internacional sobre Pesca e Aquicultura Sustentável (CIPAS 2026).
O novo enquadramento do sector incide sobre toda a cadeia de valor, desde a captura e produção aquícola até à conservação, transformação e comercialização do pescado. Segundo a responsável, a intervenção governamental dará "atenção à cadeia de valor, desde a captura e a produção agrícola, até à conservação, à transformação e à comercialização, com destaque para a cadeia de frio, a qualidade sanitária, a logística e a redução das perdas pós-captura".
Na vertente logística e de investimento, a estratégia do Executivo foca-se na conversão de parcerias institucionais e privadas em projectos com viabilidade técnica e financeira. Para o efeito, a Directora Nacional sublinhou que a instituição dará prioridade à transformação das parcerias em projectos preparados e financeiramente viáveis, com requisitos de acesso, critérios de análise e calendários de decisão claros.
“A CIPAS 2026 insere-se no compromisso do MINPERMAR de reforçar a sustentabilidade dos recursos pesqueiros, modernizar a produção, desenvolver a aquicultura, elevar a qualidade e a transformação do pescado, mobilizar investimentos e melhorar a fiscalização”, destacou Fátima Delicado.
A iniciativa abrange ainda respostas ajustadas às necessidades da pesca artesanal, da pesca continental, da indústria do sal e da aquicultura responsável, mantendo o investimento em investigação científica, fiscalização e rastreabilidade como garantias de sustentabilidade económica e ambiental.











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