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Corredor do Lobito: Angola inaugura Cadeia de Frio da Plataforma Logística da Caála

Victória Maviluka
28/9/2026
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Foto:
DR

Infra-estrutura funciona como um centro estratégico de concentração e encaminhamento de mercadorias para o Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB).

É uma infra-estrutura importante na cadeia de valor do Corredor do Lobito. As autoridades angolanas vão inaugurar, na próxima semana, a primeira fase da Cadeia de Frio da Plataforma Logística da Caála (Huambo), anunciou, nesta segunda-feira, 28, em Luanda, o ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu.

Para o governante, trata-se de uma “demonstração inequívoca” da parceria entre o público e o privado, a cooperação internacional e os empreendedores locais, que vai de encontro com outros exemplos equivalentes, como o modernizado Posto Fronteiriço do Luvo, na província do Zaire.  

Ao intervir na cerimónia de abertura da II edição da Angola Hub Transporte e Logística Summit, Ricardo Viegas de Abreu explicou que a estratégia para os transportes e logística assenta na construção de um sistema integrado capaz de servir a economia nacional, reforçar as ligações aos países vizinhos e proporcionar condições competitivas de acesso aos mercados internacionais. 

“Mas temos, igualmente, presente que a competitividade não se mede apenas pela extensão das linhas férreas, pela capacidade instalada dos portos ou pela modernização dos aeroportos. Mede-se, acima de tudo, pela eficiência das operações, pelos custos logísticos, pelos tempos de transporte e pela capacidade de resposta às necessidades das empresas e das populações”, precisou.

O titular dos Transportes sublinhou que o Corredor do Lobito, que tem na Plataforma Logística da Caála um importante centro estratégico de distribuição e agro-logística integrado, ocupa uma posição central na estratégia do sector. 

A articulação entre o caminho de Ferro de Benguela, o Porto do Lobito e as ligações aos países vizinhos constitui, segundo o responsável, uma oportunidade para desenvolver uma plataforma logística regional que sirva diferentes actividades económicas. 

“Estamos perante um projecto em que o financiamento e a modernização das infra-estruturas devem ser acompanhados pelo aumento da capacidade operacional e pela criação de condições para maior utilização económica do corredor”, considerou Ricardo Viegas de Abreu.

Observou que o desenvolvimento do Corredor do Lobito não pode ficar limitado à movimentação de matérias-primas entre o interior do continente e os mercados internacionais, salientando que a conectividade deve criar oportunidades para a agricultura, para a indústria, para o comércio, para o turismo, os serviços e as comunidades localizadas ao longo da sua área de influência.

“Os nossos recursos minerais ou os nossos produtos agrícolas devem ser processados e transformados nos nossos países, criando valor local, empregos e prosperidade. Esta perspectiva exige a participação das empresas, das instituições financeiras e das autoridades nacionais e locais, bem como uma estreita coordenação entre Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia”, disse.