O Corredor do Namibe constou do conjunto de temas discutidos nas primeiras reuniões bilaterais, no Africa Financial Summit (AFIS), afirmou a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, em declarações à imprensa.
As instituições financeiras africanas (muitas delas já têm financiado operações em Angola), avançou a governante, também se mostraram interessadas no Corredor do Lobito e nas oportunidades que podem surgir nas novas províncias. “tudo isso está a ser aflorado nas reuniões bilaterais”.
Os encontros, como se pode depreender das declarações da ministra, foi (basicamente) para balançar o que foi feito até agora e projectar o futuro.
“Vamos aproveitar ao máximo a presença deste grupo aqui em Luanda para fazer reuniões bilaterais e partilhar o trabalho feito, não apenas como Governo, mas também como instituições privadas, seguradoras, correctoras e distribuidoras. Temos a oportunidades de fazer o showcase de Angola”.
Assim, continuou a auxiliar do Titular do Poder Executivo para as Finanças, o País (anfitrião do evento que decorre em Luanda, de 03 a 04 de Novembro) poderá atrair mais interesse e apetite por parte dos parceiros africanos.
O evento que decorre em Luanda a pedido do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, segundo Vera Daves de Sousa, acolhe (importantes) players das finanças de Angola e de África.
“Acreditamos que daí virão oportunidades interessantes de investimento e de financiamento”, declarou a ministra das Finanças para mais adiante afirmar que os players africanos participam do evento com conhecimento da realidade macro-económica de Angola, inclusive do crescimento do PIB.
“Tem informação que atingimos um dígito em termos de inflação (8,43%) e a respeito do nosso rácio da dívida sobre o PIB (que está abaixo de 51%). É um público informado, de modo que vem com a lição estudada. Sabe o que vai encontrar do ponto de vista do ambiente macro-económico”, afirmou.
As instituições financeiras presentes no AFIS 2026, de acordo ainda com a titular da pasta das Finanças, estão conscientes dos desafios que a economia angolana atravessa, no domínio das infra-estruturas e enforcement de algumas leis. Segundo a governante, são boas, mas precisam de ser aplicadas de formas mais diligentes.
O gap infra-estrutural, assegurou, está longe de impedir que as instituições financeiras estrangeiras, principalmente africanas, fechem acordos com parceiros locais “e não tem impedido de financiar o Tesouro Nacional”.















