O primeiro semestre de 2026 revelou uma Angola em recuperação, mas ainda refém das suas vulnerabilidades históricas. Os números são animadores, o Produto Interno Bruto cresceu 5,3% no primeiro trimestre, impulsionado pelo sector não petrolífero que avançou 5,9%, enquanto a inflação homóloga recuou de 197% para 10,9% nos doze meses terminados em Junho, tendo atingido um dígito em Julho, a primeira vez após 15 anos.
Como destaca Fáusio Mussá, economista-chefe do Standard Bank para Angola Moçambique e RDC, que tal acontece desde que acompanha a economia angolana.
Para as famílias, o alívio sente-se no cabaz alimentar e no preço dos transportes. Contudo, o economista Edson Gonçalves alerta que a fotografia macroeconómica não elimina as dificuldades do dia-a-dia, o kwanza paralelo continua a morder, a fila das divisas persiste, um backlog de 1,7 mil milhões USD por liquidar, e o preço dos bens essenciais ainda pesa no orçamento familiar.
Leia este artigo na íntegra na edição 64 da Revista Economia & Mercado, referente ao mês de Setembro, já disponível nas bancas.













