O ecossistema digital de aprovisionamento empresarial ‘KIXIMA.Net’ apresentado esta terça-feira, 20, em Luanda, prevê reduzir para 7 dias os prazos de pagamento actualmente praticados na indústria petrolífera em 90, 120 e 180 dias.
Com o início das operações em 2027, a plataforma foi concebida para facilitar a ligação entre compradores e fornecedores da cadeia de valores do sector do Oil & Gas, além de apoiar a integração das empresas nacionais na cadeia de fornecimento desta indústria.
A iniciativa tecnológica angolana pretende também dar resposta aos problemas associados à complexidade dos procedimentos de contratação, à necessidade de maior articulação entre os diferentes intervenientes do sector e assegurar maior previsibilidade nas transacções comerciais entre os operadores.
Em declarações à imprensa, Wilson Paulo, mentor do projecto, informou que para contrapor parte dos desafios supracitados, a plataforma prevê uma redução de até 70% nos prazos de pagamento.
“Actualmente os tempos de transacções financeiras no sector petrolífero variam de 90 a 180 dias (…). Por esta razão, definimos 7 dias como meta, embora certas compras de maior valor possam levar entre 15 e 30 dias, para que o pagamento seja efectuado”, detalhou.

Sem avançar custos operacionais do projecto, o gestor precisou, numa primeira fase, um volume de negócios aproximado de 5 biliões USD provenientes do sector petrolífero, com “itens catalogados a partir do mercado angolano”.
A medida, que vai abranger posteriormente os sectores mineiro e da aviação, com movimentações financeiras projectadas para 2 biliões e 1,8 biliões USD, respectivamente, expandir-se-á progressivamente no mercado regional africano: para Moçambique, em 2028, e para a Namíbia, em 2030.
“Analisámos as plataformas existentes em África e nenhuma oferece as soluções que trazemos. Por isso, a expansão do projecto não se limitará a Angola (...). Queremos que outros países africanos se beneficiem desta solução pioneira desenvolvida por angolanos”, explicou o precursor da iniciativa.
Ciente da preocupação do mercado com os ataques cibernéticos, Wilson Paulo assegurou que a KIXIMA será “devidamente certificada com as normas internacionais de segurança digital”, nomeadamente a ISO 27001 e a ISO 27701, “o que vai conferir maior protecção dos dados e evitar vulnerabilidades”.















