A integração dos indicadores na gestão empresarial permite identificar riscos, reduzir custos operacionais e criar novas oportunidades de negócios com destaque para as PMEs, segundo Cláudia Coelho, partner da PwC, aquando da participação na mesa-redonda da VI Conferência E&M Ambiente e Desenvolvimento, realizada recentemente em Luanda.
Na visão de Cláudia Coelho, a adopção de práticas ambientais, sociais e de governação deve deixar de ser encarada como questão isolada, passando a integrar as decisões diárias das empresas, a fim de contribuir para a eficiência operacional, gestão de riscos e a criação de valor.
A partner da PwC, cuja intervenção se focou na sustentabilidade empresarial, destacou a necessidade de as organizações identificarem os temas ESG relevantes para a actividade, estabelecerem metas e avaliarem os resultados financeiros das medidas implementadas.
“As empresas devem transformar os indicadores ESG em instrumentos efectivos de decisão, gestão de riscos e criação de valores, envolvendo diferentes áreas da organização, atribuindo responsabilidades aos trabalhadores e aos gestores”, defendeu no evento que abordou a “Cadeia de Valor do Oil & Gas e a Transição Energética em Angola”.
Também considerou fundamental a apresentação de informações à administração para demonstrar o impacto financeiro das iniciativas de sustentabilidade e facilitar a tomada de decisões estratégicas.
Entre as medidas apontadas por Cláudia Coelho constam a monitorização do consumo de água e combustível, pois permite identificar desperdícios, melhorar a eficiência dos processos e reduzir despesas operacionais.
Quanto aos plásticos, continuou a representante da PwC, a economia circular surge como oportunidade para as empresas angolanas optimizarem os processos produtivos, promover o reaproveitamento de materiais e desenvolver novas actividades económicas.
A dimensão social, disse, também integra abordagem, através da formação dos trabalhadores, desenvolvimento de competências e envolvimento das comunidades. “Estas práticas permitem aproximar os objectivos empresariais das expectativas das partes interessadas e contribuir para o desenvolvimento sustentável”.
O sector segurador, conforme Cláudia Coelho, é outro interveniente importante no processo, sobretudo na avaliação e cobertura dos riscos ambientais e climáticos. As empresas que conhecem os riscos e demonstram adoptar medidas para os reduzir podem reforçar a confiança das seguradoras e das instituições financeiras.
“Esta preparação poderá criar melhores condições para negociar prémios de seguro e custos de financiamento mais favoráveis, dependendo do perfil de risco de cada organização e dos critérios aplicados pelas instituições”, afirmou.















