Fazer da poupança para a reforma uma prática mais abrangente entre trabalhadores e empresas é a questão central da III edição da Conferência ‘Fundo de Pensões’, que se realiza nesta sexta-feira, 2 de Outubro, em Luanda, numa iniciativa da revista Economia & Mercado.
O fórum reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir formas de diversificar as receitas e ampliar a poupança de longo prazo em Angola, ressalta a organização em comunicado.
O debate acontece num momento de expansão dos fundos de pensões no País. Dados da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG) indicam que o número de fundos passou de 41, em Março de 2025, para 46 no I trimestre de 2026.
Os fundos estão distribuídos por nove entidades gestoras. Do total, 35 são fechados e 11 são abertos. Os números mostram um mercado ainda concentrado em soluções destinadas, sobretudo, a grupos empresariais ou profissionais específicos.
É neste contexto que a conferência propõe discutir como transformar o crescimento do sector numa verdadeira cultura de poupança para a reforma.
Inclusão, literacia financeira e confiança estarão entre os principais temas. O fórum analisará também a necessidade de criar soluções de poupança ajustadas às diferentes realidades dos trabalhadores e das empresas nacionais.
Mais do que discutir o crescimento dos fundos de pensões, o encontro pretende colocar em debate os caminhos para levar a poupança de longo prazo a mais trabalhadores, empresas e cidadãos.
A questão passa por criar confiança, ampliar a inclusão financeira e encontrar soluções capazes de transformar a poupança para a reforma numa prática regular e acessível, reforça a nota.
















