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Exposição: Mosassauro de 11 metros chega a Luanda e desafia angolanos a escolher-lhe um nome

Redacção
22/10/2026
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Foto:
DR

Durante a inauguração da exposição, será lançada a campanha “Dê um Nome ao Nosso Monstro Marinho”. Os participantes poderão apresentar uma sugestão de nome, acompanhada de uma breve justificação.

O Centro de Ciência de Luanda (CCL) em parceria com o Museu Nacional de História Natural (MNHN) inauguram, na sexta-feira, 23 de Outubro, às 18h00, nas instalações do CCL, a exposição temporária “Mosassauro — O Regresso do Monstro Marinho Angolano”, que apresenta uma reconstrução tridimensional, em tamanho real, de um réptil gigante. 

Com 11 metros de comprimento, o mosassauro resulta da combinação de fósseis provenientes de Angola e dos Países Baixos, e foi reconstruído por investigadores do projecto PaleoAngola, numa parceria entre o Museu Nacional de História Natural de Angola e instituições dos Países Baixos. O processo envolveu a digitalização de ossos fossilizados, comparação anatómica, integração digital das diferentes partes do esqueleto por meio de software especializado e impressão tridimensional.

Segundo a nota da organização, embora nenhum dos fósseis estivesse completo, a combinação dos vestígios permitiu recriar o esqueleto integral do animal e um produzir um modelo cientificamente fiável, apresentado como a primeira reconstrução deste tipo a nível mundial.

A exposição, explica a organização, pretende mostrar como era a costa angolana há cerca de 70 milhões de anos, quando a região actualmente ocupada pelo deserto do Namibe estava coberta pelo oceano e era habitada por mosassauros, tubarões, tartarugas marinhas e outros vertebrados. Actualmente, Bentiaba, na província do Namibe, é reconhecida como um dos locais mais importantes do mundo para o estudo destes animais.

Apesar da sua aparência, os mosassauros não eram dinossauros, mas grandes lagartos marinhos totalmente adaptados à vida nos oceanos e ocupavam o topo da cadeia alimentar e desenvolveram corpos hidrodinâmicos. Tinham corpos hidrodinâmicos, membros transformados em barbatanas e caudas musculadas, características que facilitavam a deslocação e a caça no ambiente marinho.

Durante a inauguração da exposição, será lançada a campanha “Dê um Nome ao Nosso Monstro Marinho”. Os participantes poderão apresentar uma sugestão de nome, acompanhada de uma breve justificação. As propostas serão submetidas através de um formulário ‘online’, disponibilizado nas redes sociais e no ‘site’ do Centro de Ciência de Luanda.

O nome seleccionado ficará associado ao exemplar durante o período da exposição, segundo a organização, que pretende promover a participação pública e aproximar a sociedade do património científico nacional.

A cerimónia de inauguração contará com intervenções dos ministros da Cultura, Filipe Zau, e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, além dos pesquisadores Ana Soraya Marques e Anne Schulp, coordenador do projecto PaleoAngola.

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