Nos últimos seis anos, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) atribuiu mais de 70 novos blocos para exploração e produção petrolífera. As novas negociações e concessões encerraram um período “negro” de 8 anos sem qualquer licitação.
Em declarações recentes à imprensa, o Administrador Executivo da ANPG, Alcides Andrade, avançou que a medida possibilitou novas descobertas estimadas em 3 mil milhões de barris dgás e outros derivados do petróleo nos Blocos 0, 15 e 1/14.
No mesmo período, foram perfurados mais de 30 poços exploratórios, após uma década de paralisação quase total das actividades. Fruto desses resultados, a ANPG traçou, para os próximos anos, uma média de oito perfurações/ano. A estratégia, segundo Alcides Andrade, vai garantir que as novas atribuições alcancem os efeitos desejados.
O gestor da concessionária angolana dos petróleos assinalou ainda o início da produção em alguns campos marginais. O caso de destaque é o de uma jazida descoberta em 1972, que permaneceu inactiva durante décadas e para a qual foi viabilizada uma solução técnica e comercial recente, o que permitiu o início da sua produção no final de 2025.
Para o regulador, este novo ciclo de atribuições, concretizado através de negociações directas com investidores, é fundamental para o sector.
“Sem a oferta de novas oportunidades e concessões, a produção entra em declínio”, advertiu, alertando para a necessidade de garantir a sustentabilidade futura da actividade petrolífera no país, através da prossecução de novos recursos e reservas.
"Isto acontece depois de termos estado cerca de oito anos sem fazer nenhuma licitação. Aliás, entre 2000 e 2018, em 18 anos, tínhamos feito apenas duas licitações, e uma delas não correu muito bem", contextualizou.















