Durante a Angola Oil and Gas (AOG) 2026, o Afreximbank apresentou um número que parecia resolver parte do problema: 5 mil milhões USD injectados no sector energético angolano entre 2019 e 2026. Mas, à saída da mesa-redonda “Closing the Gap”, o retrato era mais complexo.
Enquanto o banco multilateral consolidava a sua exposição, os dados do Banco Nacional de Angola (BNA) mostravam que, entre 2021 e 2025, o País registou um défice acumulado de 13,8 mil milhões USD no quinquénio: saíram 54,9 mil milhões USD do sector petrolífero sob a forma de repatriamento de dividendos, amortizações e pagamento de serviços importados, contra 41,1 mil milhões USD de entradas de Investimento Directo Estrangeiro (IDE).
O paradoxo é o fio condutor da crise: o capital que entra para financiar a produção não se transforma, na mesma proporção, em capacidade empresarial angolana. E é aqui que a conferência ganha sentido.
Peter Owolononi, director de Operações Regionais do Afreximbank, explicou que a instituição mantém o compromisso de colaborar com os bancos locais para financiar e estruturar negócios. A exposição do banco em Angola inclui uma linha de crédito sindicada de 1,75 mil milhões USD para a aquisição de créditos da Sonangol, 1,4 mil milhões USD em financiamento de dívida para a fábrica de fertilizantes no Soyo e 335 milhões USD para a primeira fase da refinaria de Cabinda.
Leia este artigo na íntegra na edição 265 da revista Economia & Mercado, referente ao mês de Outubro, disponível nas bancas.









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