A direcção da TAAG - Linhas Aéreas de Angola afirma que, no primeiro dia de greve convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (STMA), assegurou a realização dos 37 voos programados sem qualquer cancelamento, como resultado do plano de contingência concebido particularmente em resposta à paralisação iniciada neste domingo, 11.
Em comunicado, a companhia associa o resultado ao “profissionalismo, competência e sentido de responsabilidade” dos seus colaboradores, cujo compromisso tem sido determinante para assegurar a continuidade da operação, mantendo a segurança dos passageiros como “prioridade absoluta e inegociável”.
Para os restantes dias do primeiro período da paralisação, que decorre até 15 de Outubro, a TAAG prevê assegurar entre 94,9% e 95,3% dos voos programados, com apenas dois cancelamentos previstos por dia. Ressalta que estes indicadores reflectem a capacidade de planeamento, coordenação e resposta das equipas operacionais, num contexto de exigência acrescida.
A companhia reconhece, em particular, a “elevada especialização técnica e as exigentes qualificações académicas e profissionais” dos técnicos de manutenção aeronáutica, os quais afirma que desempenham funções de “elevada responsabilidade, essenciais à aeronavegabilidade das aeronaves e à segurança do transporte aéreo.
Clóvis Rosa, PCA da TAAG, refere, citado no comunicado a que a revista E&M teve acesso, que a segurança dos passageiros “é inegociável”, e que a empresa está a demonstrar que, mesmo perante circunstâncias exigentes, é capaz de manter a operação com responsabilidade e rigor.
Ao dirigir-se aos técnicos de manutenção, o gestor considera-os “profissionais altamente qualificados”, cuja competência é indispensável ao funcionamento da TAAG: “Respeitamos as suas preocupações e continuamos empenhados no diálogo, porque acreditamos que é através do entendimento, da responsabilidade e do compromisso de todos que construiremos uma companhia mais forte”.
O Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves anunciou uma greve interpolada: entre 11 e 15 de Outubro, 6 e 10 de Novembro, 5 e 10 de Dezembro e 19 e 23 de Dezembro de 2026. Os trabalhadores acusam a direcção da transportadora de falta de diálogo e exigem um aumento salarial de 100%, com a empresa apenas disposta a proceder a um ajuste de 20%.









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