A TAAG e o Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (STMA) continuam sem um acordo capaz de travar em definitivo a greve há muito anunciada pelos trabalhadores. Uma nova data para paralisação foi marcada para 11 a 15 de Outubro, pelo que a direcção da empresa activou o seu plano de continuidade operacional, com o objectivo de reduzir possíveis impactos da paralisação.
O programa preventivo, realça a companhia de bandeira nacional em comunicado, visa, igualmente, preservar a maior parte possível da programação prevista. A empresa promete anunciar, com a maior antecedência possível, as informações sobre eventuais alterações à programação dos voos face à ameaça de greve.
Segundo a TAAG, os passageiros afectados serão contactados directamente através dos dados associados às respectivas reservas e informados sobre as opções disponíveis para a gestão das suas viagens.
A segurança dos passageiros, das tripulações e das aeronaves permanece uma prioridade inegociável, diz a transportadora detida pelo Estado angolano, assinalando que a realização de qualquer voo dependerá sempre do cumprimento integral dos requisitos técnicos, operacionais e de segurança aplicáveis.
Na nota a que a revista Economia & Mercado teve acesso, a TAAG observa que mantém, entretanto, total disponibilidade para prosseguir com o diálogo com o STMA, com vista a alcançar uma solução equilibrada e sustentável”, preservando simultaneamente os interesses dos trabalhadores, dos passageiros e da companhia.
Clóvis Rosa, PCA da maior empresa de aviação civil do País, afirma que a TAAG valoriza os seus técnicos e quer alcançar um acordo que reconheça o seu contributo e seja, ao mesmo tempo, sustentável e equilibrado para toda a companhia.
Enquanto prosseguimos este diálogo, a nossa prioridade é proteger os passageiros, assegurar a maior continuidade possível da operação e manter a segurança como princípio inegociável”, salienta o gestor, citado no documento.
Em causa, segundo os trabalhadores, estão incumprimentos por parte da empresa em relação a ajustes salariais – um aumento de 100% – e alegada falta de diálogo. O Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves anunciou uma data da greve, a registar-se de forma interpolada: entre 11 e 15 de Outubro, 6 e 10 de Novembro, 5 e 10 de Dezembro e 19 e 23 de Dezembro de 2026.
A direcção da transportadora aérea refere ter apresentado uma proposta de aumento salarial de 20%, procurando conciliar a valorização dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves com a sustentabilidade da companhia e a equidade relativamente ao conjunto dos trabalhadores.















