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IGAPE procura parceiros estratégicos para privatizar ZEE e Angola Telecom

Teresa Fukiady
25/9/2026
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DR

Modelo deve-se à falta de condições de algumas empresas para entrar no mercado de capitais e ao prazo do programa de privatizações, que termina em Dezembro.

O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) vai procurar parceiros estratégicos para a privatização da Zona Económica Especial (ZEE) e da Angola Telecom, através de concursos públicos com prévia qualificação, afastando, para já, a possibilidade de colocar os activos em bolsa, avançou o presidente do Conselho de Administração do IGAPE, Álvaro Fernão.

De acordo com o responsável que participava num debate sobre os desafios e as oportunidades no mercados de capitais em Angola, durante o 5.º Fórum de Mercado de Capitais, realizado nesta quarta-feira, 24, o investidor deverá trazer investimento, know-how e capacidade de gestão, podendo também participar na governação da empresa.

A escolha do modelo, explicou Álvaro Fernão, está relacionada com o facto de algumas empresas estratégicas ainda não reunirem condições para uma operação no mercado de capitais e com o prazo de conclusão do actual programa de privatizações, previsto para Dezembro.

“Empresas estratégicas, que gostaríamos que fossem para a bolsa, mas não há condição actualmente, ou não temos tempo, visto que o programa de privatização fecha em Dezembro deste ano, precisamos encontrar um parceiro estratégico que traga know how, investimento e que se coloque também na gestão para ajudar-nos a tornar aquele activo bem mais rentável e que crie maior valor para a sociedade, afirmou.

De acordo com Álvaro Fernão, os requisitos económicos, financeiros, técnicos e de gestão dos candidatos serão definidos num caderno de encargos. O parceiro poderá receber representação no conselho de administração e algum poder de decisão, mesmo sem deter necessariamente uma posição maioritária na capital.

“Vamos ter que, no caderno de encargos, dar algum controlo a esse parceiro, como representação no board que pode ser progressiva com base no investimento posterior que poderá fazer”, explicou o PCA do IGAPE.

Apesar da opção por parceiros estratégicos para alguns activos, o IGAPE mantém a bolsa como modalidade preferencial de privatização sempre que as empresas estejam preparadas para cumprir os requisitos do mercado.  “Sempre que for possível, nós gostaríamos de fazer essas operações em bolsa”, afirmou Álvaro Fernão.

A estratégia enquadra-se no objectivo do Estado de reduzir a sua presença directa na actividade empresarial e aumentar a eficiência dos activos públicos.

“O objectivo é diminuir a presença do Estado na economia empresarial, tornar os nossos activos mais eficientes e agregar mais valor para a sociedade e, claramente, sempre que passamos [para a iniciativa privada], ajudar a dinamizar o mercado financeiro e também a alargar a base dos investidores”, afirmou o responsável.

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