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Informalidade trava expansão da poupança para a reforma em Angola, defende PCE da Nossa Seguros

Teresa Fukiady
2/10/2026
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Foto:
Carlos Aguiar

Para o gestor, a expansão da previdência exige que os fundos de pensões ultrapassem as estruturas tradicionais das empresas e alcancem trabalhadores por conta própria e profissionais liberais.

A elevada taxa de informalidade no mercado de trabalho angolano constitui um dos principais obstáculos à massificação da poupança para a reforma, segundo o presidente da Comissão Executiva (PCE) da Nossa Seguros.

No país, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), no segundo trimestre, 78,6% dos trabalhadores estavam no sector informal. Para Alexandre Carreira, essa situação limita o acesso de uma parcela significativa da população activa aos mecanismos formais de protecção social e de poupança de longo prazo.

Para o gestor, a expansão da previdência exige que os fundos de pensões ultrapassem as estruturas tradicionais das empresas e alcancem trabalhadores por conta própria, profissionais liberais, pequenos empresários e trabalhadores de empresas que não dispõem de fundos próprios. “Se quisermos massificar a poupança para a reforma, temos de encontrar formas de levar a previdência para além das grandes organizações e torná-la acessível a uma parcela muito maior da população”, defendeu.

A aposta deve passar, acrescentou, pela criação de produtos mais simples e acessíveis, novos modelos de distribuição e maior literacia financeira, ajustados à capacidade de poupança das famílias. “Exige inovação nos produtos e nos modelos de distribuição, exige literacia financeira, exige soluções simples, acessíveis e adequadas à capacidade de poupança das famílias”, sublinhou.

O responsável considera que o desafio ultrapassa o sector segurador e deve ser encarado como uma questão de inclusão financeira, protecção social e desenvolvimento económico. “Esta não é apenas uma questão do sector segurador, ou dos fundos de pensões, é uma questão de inclusão financeira, de protecção social e, em última análise, de desenvolvimento económico”, afirmou.

A massificação da poupança para a reforma é um dos temas centrais da III Conferência de Fundos de Pensões, que decorre nesta sexta-feira, 2 de Outubro, em Luanda, numa iniciativa da revista Economia & Mercado. O fórum reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir experiências e soluções para ampliar a poupança de longo prazo em Angola.

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