A Lufthansa venceu a primeira fase da privatização da TAP com uma proposta de 1.201 milhões de euros por 44,9% do capital da companhia portuguesa. O grupo alemão superou a concorrente Air France-KLM em 16%, segundo o Governo português, que destacou o maior valor e o menor grau de incerteza da oferta.
Anunciada nesta quarta-feira, 14, a operação mantém o Estado com 50,1% da TAP, reservando 5% aos trabalhadores. A Lufthansa assumirá a gestão executiva e operacional, comprometendo-se a reforçar a frota para 130 aeronaves e a investir em Portugal, incluindo 500 milhões de euros numa escola de pilotos em Tancos. O plano prevê ainda um centro de inovação em Aveiro e milhares de empregos associados às novas iniciativas.
A proposta valoriza a TAP em cerca de 2.552 milhões de euros. Para o Governo português, a entrada do investidor alemão abre caminho à recuperação dos fundos públicos injectados na companhia, superiores a 3.200 milhões de euros.
Segundo a imprensa portuguesa consultada pela revista Economia & Mercado, a segunda fase poderá avançar até 2028, permitindo ao Estado vender o capital remanescente ou trocá-lo por acções da holding da Lufthansa. O encaixe total potencial com a eventual venda do resto do capital poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros, além de dividendos futuros.
A Lufthansa é um dos maiores grupos mundiais de aviação. Em 2025, transportou 135 milhões de passageiros nas companhias aéreas do grupo e operava uma frota de 737 aeronaves, segundo os seus relatórios oficiais. A integração poderá reforçar a rede internacional da TAP, particularmente nas ligações entre a Europa, o Brasil, África e a América do Norte.















