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Moçambique recebe 6 MM USD do Banco Mundial para a criação de empregos para jovens

Hermenegildo Langa
6/11/2026
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Foto:
DR

O financiamento surge âmbito do novo Quadro de Parceria (CPF) aprovado pelo Banco Mundial que aposta na criação de emprego para haver crescimento económico em Moçambique.

O Banco Mundial prevê disponibilizar 6 mil milhões de dólares a Moçambique nos próximos cinco anos, sendo que metade do financiamento deverá ser destinado à criação de emprego. A informação foi avançada nesta quinta-feira pelo director do Grupo Banco Mundial para Moçambique, Fily Sissoko, após uma audiência com o chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, em Maputo.

Falando à imprensa, Fily Sissoko explicou que o financiamento surge âmbito do novo Quadro de Parceria (CPF), recentemente aprovado pelo Grupo Banco Mundial, para o período 2026-2031, que aposta na criação de emprego para haver crescimento económico em Moçambique.

“Partilhámos com o Presidente Chapo os principais resultados esperados deste novo quadro, desta nova parceria, que visa desbloquear a criação de empregos e oportunidades económicas em sectores críticos para Moçambique, como a energia, o agro-negócio e o turismo”, destacou Sissoko.

Metade do financiamento em projectos de desenvolvimento do Banco Mundial já está em curso em Moçambique, esperando a mobilização de mais 3 mil milhões de dólares no novo CPF.

“O objectivo é garantir apoio a Moçambique para que invista em infra-estruturas de base, incluindo nas competências dos moçambicanos. Garantir que o país continue a criar um ambiente propício ao investimento privado e ao crescimento das empresas. E isso significa também garantir a estabilidade macro-orçamental, para que alguns dos desequilíbrios macro-orçamentais sejam efectivamente resolvidos”, detalhou Fily Sissoko.

O Banco Mundial espera com esta nova parceria que Moçambique consiga alavancar o investimento do sector privado, numa iniciativa na qual projecta-se mobilizar mais 4 mil milhões de dólares. “Agora é o momento de executar e garantir que o nosso financiamento chegue efectivamente aos moçambicanos e que melhoremos realmente as vidas e os meios de subsistência.”

Do lado do Executivo moçambicano, a ministra das Finanças, Carla Loveira explicou que “esta nova parceria visa, essencialmente, assegurar a consolidação macro fiscal, com vista à retoma do crescimento económico de Moçambique”.