O Governo Provincial do Namibe (GPN) está a recuperar e ampliar 43 pequenos açudes e barragens, dos quais 13 no município do Camucuio. A intervenção integra o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA) e apresenta uma execução física de 71%, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Executivo.
A iniciativa procura assegurar água para o abeberamento do gado e a actividade agrícola, reduzir a transumância e prevenir conflitos entre criadores, apurou a revista Economia & Mercado a partir de um comunicado do GPN.
O vice-governador para o Sector Político, Social e Económico, Abel Capitango, considera a conclusão das obras essencial para aliviar a pressão sobre os recursos hídricos e os pastos.
No seu último Discurso sobre o Estado da Nação, o Presidente da República, João Lourenço, destacou a aposta em soluções estruturantes de segurança hídrica para substituir respostas emergenciais à seca.
No Namibe, a Barragem do Bero, projectada para armazenar 81 milhões de metros cúbicos de água, regista 18% de execução. A construção foi autorizada com uma despesa de cerca de 285 milhões de dólares.
Já a Barragem do Bentiaba representa um investimento de 298,1 milhões de dólares, acrescido de verbas para fiscalização e coordenação técnica. O programa prevê ainda outras barragens na província.
A nível nacional, o Governo estimou em cerca de três mil milhões de dólares o custo global do programa, que abrange também o Cunene e a Huíla. O Canal do Cafu, no Cunene, é o cartaz do programa, permitindo transferir água para comunidades, gado e áreas agrícolas.
Mais do que armazenar água, estas infra-estruturas procuram proteger os meios de subsistência, estimular a produção alimentar e reduzir os efeitos da seca sobre as populações do Sul de Angola.















