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“Não temos falta de leis, mas precisamos de clareza para os investidores” defende advogada Ana Godinho

Teresa Fukiady
23/10/2026
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Foto:
Isidoro Suka

Segundo a responsável, o ambiente de negócios em Angola tem registado melhorias progressivas, mas o país precisa de elevar os padrões internacionais.

A falta de informação prática sobre o investimento e a necessidade de maior certeza legal, sobretudo em matéria fiscal e aduaneira, são as principais preocupações apontadas pela gestora da Ana Godinho Sociedade de Advogados, para reforçar as relações económicas entre Angola e os Emirados Árabes Unidos. 

A advogada, especialista em direito societário e investimento privado, falou à imprensa à margem do encontro “Doing Business – Oportunidades & Desafios: Angola – Emirados Árabes Unidos”, realizado na passada terça-feira, 20, e defende que Angola precisa de tornar mais claras e transparentes as regras legais que orientam o investimento privado, de modo a facilitar a actividade empresarial e reforçar a confiança dos investidores.

“Precisamos de desmistificar as leis. Nós não temos falta de leis, mas precisamos tornar claro e transparente aos nossos investidores”, explicou a responsável.

O encontro organizado pela Ana Godinho Sociedade de Advogados e acolhido pela Embaixada dos Emirados Árabes Unidos em Angola, teve como objectivo promover oportunidades de negócio nos dois mercados, incentivar o investimento de empresários angolanos naquele país do Médio Oriente e estimular a presença de empresas dos Emirados em Angola.

Segundo a responsável, o ambiente de negócios em Angola tem registado melhorias progressivas, mas o país precisa de elevar os padrões internacionais, sobretudo através de uma melhor comunicação entre as instituições e da integração dos serviços públicos.

A eliminação da duplicação de procedimentos e da solicitação repetida dos mesmos documentos por diferentes organismos está entre as medidas defendidas por Ana Godinho para facilitar a actividade empresarial.

A responsável considera que Angola pode aproveitar a experiência dos Emirados Árabes Unidos em matéria de eficiência administrativa, adaptando as práticas à realidade nacional. “O objectivo não é replicar o modelo, mas ajustar”, esclareceu defendendo o aproveitamento das experiências do país do Médio Oriente, tendo em conta a posição estratégica de Angola em África.

No âmbito desta aproximação, está prevista a elaboração de relatórios trimestrais para avaliar o desempenho e acompanhar a evolução das empresas dos Emirados Árabes Unidos em Angola, bem como estimular o investimento de empresas angolanas naquele mercado.

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