A integração regional pressupõe infra-estruturas interligadas, mecanismos de cooperação e procedimentos harmonizados e condições que facilitem a actividade económica, afirma o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, para quem “nenhum corredor económico alcança todo o seu potencial se terminar na fronteira do mesmo país”.
Ao discursar para a abertura da II edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit, que decorre de 28 a 30 deste mês em Luanda, o governante disse que o desenvolvimento de infra-estruturas estratégicas exige uma visão que ultrapasse as fronteiras nacionais.
“O investimento em infra-estruturas constitui uma condição necessária para o desenvolvimento económico, mas a sua sustentabilidade depende da capacidade de criar actividade económica, atrair empresas e gerar oportunidades que justifiquem e potenciem esses investimentos”, referiu.
Dionísio da Fonseca considerou fundamental que os projectos de conectividade sejam acompanhados por iniciativas que promovam a produção nacional, a transformação industrial, o comércio e a prestação de serviços.
O sector privado e as instituições financeiras, continuou o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do PR, desempenham um “papel determinante e imprescindível” à mobilização dos recursos, das competências e das soluções necessárias para concretizar cada projecto de grande dimensão.
“A cooperação entre o sector público e privado assenta em objectivos claros. Transparência e responsabilidades partilhadas constituem, de igual modo, uma componente importante deste processo”, referiu ainda o responsável.
A cooperação entre o sector público e privado assenta em objectivos claros. Transparência e responsabilidades partilhadas constituem, de igual modo, uma componente importante deste processo
Neste domínio, observou, o continente africano apresenta “oportunidades significativas”, mas enfrenta igualmente desafios que exigem respostas coordenadas, capacidade de mobilização de investimento e uma perspectiva de desenvolvimento de longo prazo.
Para Dionísio da Fonseca, Angola reúne condições geográficas para desempenhar um papel relevante na articulação entre o interior do continente africano, a região de África Austral e os mercados internacionais e o desenvolvimento dos corredores económicos e logísticos constitui uma oportunidade para potenciar essa posição, promover a integração regional e criar possibilidades de investimento.
“O Corredor do Lobito é particularmente ilustrativo desta perspectiva. O seu potencial não se esgota no transporte de mercadorias ou na ligação entre territórios. Abrange, igualmente, as oportunidades que a conectividade pode proporcionar à agricultura, à indústria, aos serviços e às actividades económicas em geral desenvolvidas ao longo da sua área de influência”, salientou.
O governante angolano reforçou que assegurar que os investimentos em infra-estruturas produzem benefícios económicos e sociais que se estendam aos territórios e às comunidades é uma dimensão fundamental de qualquer estratégia de desenvolvimento.
“A concretização deste potencial exige a articulação entre políticas públicas, investimento privado, capacidade empresarial e cooperação internacional. Impõe também que os países africanos trabalhem em conjunto para ultrapassar os obstáculos que ainda condicionam as trocas comerciais, a circulação de pessoas e mercadorias e o desenvolvimento de cadeias de valor regionais”, ressaltou.
















