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Pagamentos instantâneos não chegam: banca angolana tem de acelerar digitalização

Amilton Victor
14/10/2026
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Foto:
Isidoro Suka

Diversificação de fornecedores tecnológicos e introdução de soluções adaptadas às necessidades reais dos cidadãos, entre as únicas saídas para atingir a meta de bancarização nacional.

O sector bancário angolano continua desafiado a acelerar o processo de digitalização e a promover a inclusão financeira, não obstante o forte impulso dado à implementação dos sistemas de pagamentos instantâneos. A observação foi apresentada esta quinta-feira,14, em Luanda, pelo Chefe de Tesouraria e Mercado de Capitais do Access Bank Angola, durante o Angola Reimagine Banking Forum.

Frederico Lourenço afirmou que o aumento da inclusão financeira “exige” uma maior abertura do mercado a novos intervenientes e a adopção de tecnologias mais acessíveis.

Na sua visão, a diversificação de fornecedores tecnológicos e a introdução de soluções adaptadas às necessidades reais dos cidadãos são, nesta altura, as saídas viáveis para atingir a meta de bancarização nacional.

Segundo o mais recente relatório da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), Angola conta com uma população a rondar os 35 milhões de habitantes e uma taxa de bancarização que se situa aproximadamente nos 35%, representando um crescimento médio de 12% ao ano.

O país pretende alcançar, até 2027, a marca de 8 milhões de cidadãos com acesso a uma conta bancária, o equivalente a 36% da taxa de bancarização.