O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e uma das principais causas de morte por doença oncológica no mundo(1). Trata-se de um tumor maligno que se desenvolve nas células da glândula mamária, geralmente nos ductos ou lóbulos. Apesar de ser mais frequente no sexo feminino, também pode atingir homens, em cerca de 1% dos casos(2).
Os factores de risco incluem idade avançada, historial familiar, alterações genéticas, sedentarismo, obesidade e consumo de álcool. Como muitos destes factores não podem ser controlados, o diagnóstico precoce torna-se essencial(1).
A Importância do Auto-Exame
O auto-exame da mama, embora não substitua a mamografia, é uma prática importante de conhecimento do próprio corpo(3). Recomenda-se fazê-lo mensalmente, através da observação e palpação das mamas, com o objectivo de identificar possíveis alterações face ao normal, como modificações na pele, no tamanho e na forma da mama, presença de nódulos, saliências ou saída inesperada de líquido pelo mamilo.
Estas alterações não confirmam a presença de cancro da mama, mas constituem um sinal de alerta. As mulheres que detectem este tipo de alterações devem dirigir-se ao médico para avaliação clínica e, se necessário, realização de exames de imagem.
Exames de Diagnóstico
Na Clínica Aliva Saúde, dispomos de todos os exames necessários para o diagnóstico do cancro da mama, o que permite à mulher realizar, no mesmo local, todo o percurso de diagnóstico, desde a suspeita até à confirmação. A Mamografia, a Ecografia Mamária e a Ressonância Magnética Mamária são realizadas por profissionais especializados, o que garante segurança, qualidade, conforto e uma avaliação completa e integrada.
A Mamografia é o principal exame de rastreio, pois permite identificar lesões ainda invisíveis e não palpáveis(4). Trata-se de uma radiografia da mama, com baixa dose de radiação, que envolve uma compressão para permitir o estudo detalhado do tecido mamário.
A Ecografia Mamária é um exame complementar fundamental. Pode ser utilizada na avaliação de nódulos, alterações palpáveis e achados identificados na mamografia. Permite distinguir formações sólidas de estruturas quísticas e constitui também uma ferramenta importante para orientar procedimentos como a BAAF e a Biópsia Tru-cut(5).
A Ressonância Magnética Mamária apresenta indicações mais específicas, como a avaliação de mulheres com risco elevado, o estudo da extensão da doença ou situações em que persistem dúvidas após a Mamografia e a Ecografia(6).
O Papel do Técnico de Radiologia
O Técnico de Radiologia desempenha um papel essencial em todas estas etapas. A sua intervenção começa antes da aquisição das imagens, através da confirmação da identificação, da análise da informação clínica e da preparação da mulher. Durante o exame, é responsável pelo posicionamento, pela selecção dos parâmetros técnicos, pela qualidade das imagens e pelo cumprimento das normas de segurança.
Contudo, a função do técnico vai além da componente técnica. A mulher pode chegar ao serviço com receio, vergonha ou ansiedade. Uma explicação clara, uma atitude respeitosa e uma comunicação empática contribuem para reduzir o desconforto e melhorar a colaboração durante o exame. O técnico deve garantir a privacidade, respeitar a intimidade e transmitir segurança, sem antecipar resultados.
Na Aliva Saúde, os Técnicos de Radiologia trabalham em articulação com Médicos Radiologistas, Enfermeiros e outros profissionais de saúde, o que assegura um percurso de diagnóstico integrado, seguro e humanizado.
A Realidade em Angola
De acordo com dados do Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC) e do GLOBOCAN (2022), o cancro da mama é o tipo de cancro mais frequente entre as mulheres angolanas, com quase 3.000 novos casos por ano. Mais de 50% dos casos são diagnosticados em estádios avançados e cerca de um terço evolui para óbito(8).
Estes números reforçam a importância de um diagnóstico atempado e de qualidade. A existência de serviços como os da Aliva Saúde, onde a mulher pode realizar todos os exames de diagnóstico num só local, contribui para reduzir o tempo entre a suspeita e a confirmação, ao facilitar o acesso a cuidados de saúde especializados e de qualidade.
Conclusão
Falar sobre o cancro da mama é falar de vida, esperança e responsabilidade social. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, maior será a probabilidade de cura (1). É fundamental que cada mulher adopte a prevenção como parte da sua rotina, através do conhecimento do próprio corpo, da atenção a possíveis alterações e da realização dos exames de rastreio recomendados.
A luta contra o cancro da mama faz-se nos hospitais, nas escolas, nas empresas e nas comunidades. Constrói-se através da informação, da sensibilização, do acesso aos cuidados de saúde e da consciência de cada mulher sobre a importância de cuidar de si.















