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“Para Angola, o ESG é um desafio de reconversão do modelo económico e diversificação”, defende directora da PwC

Teresa Fukiady
21/10/2026
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Foto:
Andrade Lino

De acordo com a PwC, Angola precisa de transformar a riqueza petrolífera numa alavanca de diversificação económica e integrar os critérios ESG nas decisões de investimento.

Para Angola, a agenda ESG (Environmental, Social and Governance) não se resume à transição económica e energética: é um desafio de reconversão do modelo económico e de diversificação, defendeu a directora da PwC, Alexandra Moutinho, na VI Conferência E&M Ambiente e Desenvolvimento, dedicada à cadeia de valor do Oil & Gas e à transição energética em Angola.

Na prelecção intitulada “Da informação ESG à decisão: sustentabilidade, governance e financiamento como motores de criação de valor na economia angolana”, apresentada em conjunto com Cláudia Coelho, Partner da PwC, Alexandra Moutinho centrou a análise na perspectiva dos financiadores e investidores, defendendo que a sustentabilidade deve ser integrada nas decisões de alocação de capital.

Na apresentação, a responsável defende que embora a agenda ESG esteja frequentemente associada à transição energética em algumas economias desenvolvidas, no caso de Angola o desafio passa também por reconverter o actual modelo económico e utilizar os recursos disponíveis para financiar novas fontes de crescimento.

A apresentação resume-se numa questão: como utilizar melhor a riqueza petrolífera para construir e financiar a economia pós-petróleo? 

Os números mostram que a transição energética não é o principal problema do país. Angola pesa 0,07% nas emissões globais de dióxido de carbono (CO2) e emite 0,75 toneladas por habitante, contra 14,2 nos Estados Unidos. Segundo a apresentação, 70% do consumo energético é de origem renovável e o país tem 100% de capacidade própria de produção de energia. 

De acordo com a PwC,  o desafio está na estrutura da economia. Angola precisa de transformar a riqueza petrolífera numa alavanca de diversificação económica e integrar os critérios ambientais, sociais e de governação (ESG) nas decisões de investimento, para reduzir a dependência do petróleo e reforçar a competitividade da economia.

“Angola enfrenta desafios económicos, ambientais e sociais como a dependência do Oil & Gas, exposição aos riscos climáticos,  necessidade de diversificação e desenvolvimento Exige novas fontes de crescimento, emprego e competências e a necessidade de mobilizar investimento”, apontou a prelectora.

A VI Conferência E&M Ambiente e Desenvolvimento realizada nesta quarta-feira, 21, reuniu decisores públicos, empresas, investidores, operadores eléctricos e instituições financeiras para discutir caminhos de transformação do sector energético nacional.

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