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PCA da CMC defende mercado de capitais como alternativa ao financiamento bancário

Teresa Fukiady
23/9/2026
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Foto:
Isidoro Suka

Para Elmer Serrão, a diversificação da economia exige empresas com maior capacidade de investimento e, consequentemente, acesso a diferentes fontes de financiamento.

O presidente do Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Elmer Serrão, defende que o mercado de capitais angolano deve afirmar-se como uma fonte complementar e alternativa ao financiamento bancário, permitindo às empresas diversificar o acesso a recursos para financiar o crescimento. A posição foi apresentada nesta terça-feira, 23, durante a abertura do 5.º Fórum Mercado de Capitais, em Luanda.

Elmer Serrão considera que o mercado de capitais assume particular relevância, ao permitir uma ligação mais eficiente entre a poupança disponível e as necessidades de investimento da economia. E que o seu desenvolvimento representa, por isso, uma oportunidade para ampliar as fontes de financiamento das empresas, diversificar as opções de investimento e reforçar a capacidade do sistema financeiro para apoiar o crescimento económico.

“Um mercado de capitais mais robusto significa mais capacidade para mobilizar a poupança existente e canalizá-la para o investimento, significa mais alternativas para as empresas financiarem os seus projectos e expandirem a sua actividade, mais oportunidades de investimento para os investidores e, consequentemente, melhores condições para o crescimento e diversificação da economia”, afirmou.

Para o PCA da CMC, a diversificação da economia exige empresas com maior capacidade de investimento e, consequentemente, acesso a diferentes fontes de financiamento. “ O financiamento bancário continuará a desempenhar um papel fundamental, mas uma economia com maiores necessidades de investimento não pode depender de uma única fonte de financiamento. É neste ponto que o mercado de capitais assume particular importância. O mercado de capitais deve afirmar-se como um mercado complementar e alternativo de financiamento, capaz de colocar em contacto as necessidades de capital das empresas com os recursos dos investidores, permitindo que projectos de investimento encontrem novas fontes de financiamento e que a poupança seja canalizada para actividades produtivas”, defende.

Durante o seu discurso, Elmer Serrão apontou o programa de privatizações do Estado, PROPRIV, como uma das iniciativas que têm contribuído para aproximar o mercado de capitais da transformação da estrutura empresarial do país. De acordo com o PCA, o processo tem criado oportunidades de participação para empresas privadas e investidores, nomeadamente através de operações realizadas em bolsa e ofertas públicas. 

“Precisamos de criar condições para que as empresas, independentemente de estarem ou não abrangidas por processos de privatização, possam olhar para o mercado de capitais como uma alternativa concreta para financiar o seu crescimento”.

A confiança dos investidores foi igualmente apontada como uma condição essencial para o desenvolvimento do mercado. O responsável da CMC considera que a mobilização sustentável de recursos depende da confiança nas instituições, na informação disponibilizada pelas empresas e nas regras que enquadram o funcionamento do mercado.