O Porto de Luanda vai passar a fornecer energia limpa às embarcações em acostagem, reforçando um plano de modernização que já inclui uma plataforma operacional de tráfego de navios e o desenvolvimento do controlo digital dos terminais.
O anúncio foi feito pela administrador comercial da instituição, Silvano Araújo, que revelou que este pacote de investimentos visa aumentar a eficiência da infraestrutura e impulsionar o crescimento operacional e financeiro em até 25% já a partir do próximo ano.
O responsável destacou que o Porto já tem uma plataforma moderna e inovadora para o planeamento do tráfego de navios, ao mesmo tempo que trabalha num sistema para monitorizar todos os processos nos terminais. No domínio ambiental, o plano contempla investimentos para fornecer energia verde directamente às embarcações atracadas, em vez de limitar o consumo apenas às necessidades internas da empresa.
Para além das infraestruturas tecnológicas, o gestor apontou a mudança de mentalidade e a capacitação do capital humano como os grandes desafios do sector. Num ecossistema portuário angolano onde o modelo de concessões é relativamente recente, com cerca de duas décadas, persistem ainda receios culturais quanto ao impacto da automação.
Silvano Araújo defendeu peremptoriamente que é preciso desmistificar a ideia de que o avanço tecnológico destrói postos de trabalho. Segundo o administrador, a digitalização não gera desemprego, mas abre novas oportunidades que exigem formação e capacitação contínua dos trabalhadores.
O responsável explicou que o Porto de Luanda deixou de ser um operador directo para assumir um papel de gestão e facilitação, o que exige focar no planeamento e na rapidez das operações para responder às exigências do mercado global.
















