Portugal está disponível para reforçar a mobilidade laboral com Angola, através de processos de recrutamento orientados para as necessidades das empresas portuguesas, garantiu nesta quarta-feira, 24, em Luanda, o secretário de Estado adjunto e do Trabalho de Portugal, Adriano Moreira.
O governante, que iniciou uma visita de trabalho a Angola nesta quarta-feira, aconselhou os trabalhadores interessados em imigrar para que recorram às instituições oficiais seleccionadas pelo Governo angolano, no âmbito dos protocolos de cooperação entre os dois países.
“A nossa vinda cá é sensibilizar a comunidade angolana para que o façam pela via oficial, para que contactem aqui as instituições oficiais do Governo angolano”, afirmou Adriano Moreira, citado pela Lusa, no final de um encontro com a secretária de Estado para a Acção Social, Dina Mayimona.
Segundo o responsável, Portugal necessita de trabalhadores para acompanhar o crescimento económico e responder às necessidades das empresas. O recrutamento pela via formal deverá garantir aos candidatos um contrato de trabalho e acesso à protecção social.
“Do lado português terão um contrato de trabalho à espera e os passos são dados com uma certeza que por outras vias poderá não acontecer”, sublinhou citado pela Lusa. "Esta via formal e oficial de iniciar o processo garante que essa cobertura social irá aparecer desde o momento em que seja necessária, desde o acesso à saúde, a protecção no desemprego, outras necessidades sociais que venham a sentir em Portugal terá de ser garantido desde a base", acrescentou Adriano Moreira.
A aposta no recrutamento formal ocorre num contexto de alteração das regras de entrada em Portugal para procura de emprego. Em Outubro de 2025, o anterior visto para procura de trabalho foi substituído pelo visto para procura de trabalho qualificado, destinado a cidadãos com competências técnicas especializadas e que pretendam exercer actividade altamente qualificada. O anterior regime, criado em 2022, permitia a entrada em Portugal para procura de emprego durante 120 dias, prorrogáveis por mais 60.
A visita do governante português termina nesta sexta-feira,25, e inclui encontros com entidades oficiais, visitas a instituições de formação profissional e reuniões com empresas portuguesas.















