O Presidente da República, João Lourenço, apontou os choques externos como conflitos internacionais, as perturbações na cadeias logísticas, o aumento dos preços internacionais dos alimentos, combustíveis e fertilizantes, as alterações das condições financeiras globais e flutuações no mercado petrolífero, assim como a pandemia da Covid-19 como factores adversos que condicionaram a execução dos Planos de Desenvolvimento Nacional (PDN) durante os seus dois mandatos, iniciados em 2017.
Na sua última mensagem sobre o Estado da Nação, João Lourenço afirmou que PND foi a “bússola orientadora” da condução da política governativa, mas reconheceu que a sua execução foi afectada por acontecimentos internacionais que impactaram a economia do país.
“Foi nesse ambiente que Angola teve de continuar a fazer reformas protegendo as famílias, preservando a estabilidade macroeconómica continuando a construir o nosso País mantendo viva a esperança”, explicou
O Presidente recorda que, em 2017, o País enfrentava as consequências da queda acentuada do preço do petróleo, que contribuiu para a contracção da actividade económica, a redução das despesas públicas e privadas, o agravamento dos défices orçamentais e o aumento da dívida pública. “Assistia-se também o aumento generalizado dos preços, a instabilidade cambial, a redução das reservas internacionais líquidas, além das dificuldades de acesso às divisas”, acrescentou.
Para responder a esse quadro, continuou, João Lourenço, o Executivo elaborou, em Outubro de 2017, um Plano Intercalar com medidas medidas de políticas e acções para melhorar a situação económica e social, orientada para a estabilidade macroeconómica, para o crescimento e geração de empregos e para resolver os problemas sociais mais prementes da população.
“Estes instrumentos [PDN 2027-2022 e o PDN 2023-2027] apresentaram-nos não apenas o diagnóstico da situação real do país a cada período mas também os objetivos, as estratégias, os programas e as ações com vistas a promover o desenvolvimento económico harmonioso e equilibrado de todo o território nacional”, afirmou.
Apesar destes constrangimentos, João Lourenço afirmou que o país prosseguiu com as reformas, procurando proteger as famílias e preservar a estabilidade macroeconómica. “Hoje podemos afirmar que fruto do nosso esforço colectivo, Angola enfrentou estas dificuldades com seriedade, serenidade e responsabilidade e sem abandonar a sua visão do futuro”, assegurou.















