A integração das equipas e competências de segurança, gestão de risco e conformidade regulamentar no sector bancário deve ocorrer na fase inicial da criação dos projectos, e não apenas no final do processo, defendeu, nesta quarta-feira, 14, em Luanda, o CEO da Pay4all, Nuno Veigas.
O responsável, que falava durante o Angola Reimagine Banking Forum, referiu que esta integração antecipada dos modelos operacionais bancários “previne o desperdício de tempo” e recursos em protótipos e consultorias “que mais tarde acabam bloqueados por exigências regulamentares”.
Para permitir que os bancos inovem sem comprometer a estabilidade operacional, o especialista aconselhou a criação de “ecossistemas e processos de inovação paralelos”. Esta medida, segundo o gestor, revela-se eficaz para testar e validar soluções antes da sua incorporação definitiva na operação bancária.
A velocidade com que surgem novas tecnologias e soluções, como novos intervenientes no mercado, soluções de e-wallet ou ferramentas baseadas em Inteligência Artificial, torna virtualmente impossível ao regulador acompanhar o ritmo de inovação em tempo real. Por esta razão, Nuno Veigas sugeriu que o regulador se foque em monitorizar e acompanhar o mercado, enquanto a regulamentação é adaptada a posterior.
Por outro lado, acrescentou, “cabe às instituições financeiras reguladas actuar com responsabilidade”, de forma a não prescindirem dos princípios essenciais de segurança e conformidade. “Deve haver um equilíbrio entre o progresso tecnológico e o controlo do risco”, defendeu.
No domínio da inclusão financeira, o especialista destacou a modernização das infra-estruturas de pagamento instantâneo, como um caminho para a integração da população não bancarizada na economia formal, através de transacções mais directas e flexíveis.















