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“Queremos uma indústria mineira capaz de gerar riqueza sem comprometer o futuro”

Amilton Victor
26/10/2026
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Foto:
Amilton Victor

‍Director Nacional dos Recursos Minerais afirma que os recursos minerais são finitos, mas se bem geridos podem constituir um legado para as próximas gerações.

Focada em transformar recursos em benefícios duradouros para a economia e para as comunidades, Angola procura redefinir o sector mineiro. O Director Nacional dos Recursos Minerais, Paulo Tanganha, defende uma indústria mais competitiva, diversificada e sustentável, capaz de gerar riqueza no presente sem comprometer as oportunidades do futuro.

O responsável, que intervinha na abertura do workshop Mineração e Sustentabilidade, realizado esta segunda-feira, 26, em Luanda, referiu que a sustentabilidade do sector não deve ser encarada apenas como uma obrigação legal ou um compromisso institucional.

Para o gestor, deve constituir um princípio orientador de toda a cadeia de valor mineira, desde o reconhecimento, à prospecção, pesquisa e avaliação de recursos e reservas minerais, até à exploração, transformação e encerramento das minas.

“Os recursos minerais são finitos, mas o conhecimento, as competências, as infra-estruturas e as oportunidades que deles resultam podem constituir um legado para as próximas gerações”, afirmou.

Recordou que o Executivo tem estado a promover políticas orientadas para o aproveitamento racional e sustentável dos recursos minerais, em alinhamento com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2023-2027, com o Plano de Desenvolvimento Sectorial (do MIREMPET 2023-2027), bem como com a estratégia de longo prazo ‘Angola 2050’.

Em conformidade com os planos supracitados, Paulo Tanganha destacou as medidas estruturantes que o sector exige, das quais se destacam a melhoria dos mecanismos de licenciamento e fiscalização das actividades; a protecção ambiental, através da utilização eficiente dos recursos hídricos e energéticos e da gestão responsável dos resíduos; a valorização económica dos recursos minerais; a responsabilidade social dos operadores; e a aposta na qualidade dos quadros nacionais, na inovação tecnológica e na segurança operacional.