Focada em transformar recursos em benefícios duradouros para a economia e para as comunidades, Angola procura redefinir o sector mineiro. O Director Nacional dos Recursos Minerais, Paulo Tanganha, defende uma indústria mais competitiva, diversificada e sustentável, capaz de gerar riqueza no presente sem comprometer as oportunidades do futuro.
O responsável, que intervinha na abertura do workshop Mineração e Sustentabilidade, realizado esta segunda-feira, 26, em Luanda, referiu que a sustentabilidade do sector não deve ser encarada apenas como uma obrigação legal ou um compromisso institucional.
Para o gestor, deve constituir um princípio orientador de toda a cadeia de valor mineira, desde o reconhecimento, à prospecção, pesquisa e avaliação de recursos e reservas minerais, até à exploração, transformação e encerramento das minas.
“Os recursos minerais são finitos, mas o conhecimento, as competências, as infra-estruturas e as oportunidades que deles resultam podem constituir um legado para as próximas gerações”, afirmou.
Recordou que o Executivo tem estado a promover políticas orientadas para o aproveitamento racional e sustentável dos recursos minerais, em alinhamento com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2023-2027, com o Plano de Desenvolvimento Sectorial (do MIREMPET 2023-2027), bem como com a estratégia de longo prazo ‘Angola 2050’.
Em conformidade com os planos supracitados, Paulo Tanganha destacou as medidas estruturantes que o sector exige, das quais se destacam a melhoria dos mecanismos de licenciamento e fiscalização das actividades; a protecção ambiental, através da utilização eficiente dos recursos hídricos e energéticos e da gestão responsável dos resíduos; a valorização económica dos recursos minerais; a responsabilidade social dos operadores; e a aposta na qualidade dos quadros nacionais, na inovação tecnológica e na segurança operacional.











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